Especialistas alertam para os perigos do verão

Embora o verão seja tradicionalmente visto como época de férias, praia e sol, e passe uma ideia de alegria, tem-se que tomar muito cuidado com as ameaças que ele traz consigo, que vão desde um maior número de insetos em circulação até o risco de câncer de pele, por excesso de exposição ao sol. “As doenças mais prevalentes dessa época do ano são: a fitofotodermatose, aquela queimadura que ocorre com limão, geralmente; insolação; dengue; intoxicação alimentar; bicho geográfico; micoses; queimadura solar; brotoejas; e desidratação. É necessária a atenção para prevenir algumas dessas doenças”, explica a médica Tatiana Vilas Boas, dermatologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

Já a médica Amanda Nazareth, infectologista do Ambulatório de Viajantes do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, revela que a diarreia do viajante acomete cerca de metade de todo mundo que viaja por ano. No entanto, ela nem sempre é infecciosa. “Pode ser reflexo da falta de costume a certos temperos e óleos de alimentos comuns da região visitada”, explica Amanda. A médica lembra também que se deve ter bastante cuidado com os alimentos ingeridos. “No caso de ingestão de alimentos crus, como saladas, é importante que a esterilização seja feita com hipoclorito de sódio, para que seja eliminado o risco de infecção. Como em uma viagem nem sempre isso é possível, o melhor é evitar esses alimentos”, orienta.

Jornal da USP

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Livro apresenta análises de representações na cultura midiática

Elenco da série norte-americana The Newsroom – Foto: Divulgação

O Grupo de Estudos de Linguagem: Práticas Midiáticas (MidiAto) da Universidade de São Paulo  (USP) lança o livro Mediações críticas: representações na cultura midiática, reunindo 16 artigos sobre as representações em narrativas jornalísticas, séries televisivas e nas redes sociais. As mediações feitas pela mídia refletem sobre como os indivíduos são vistos pela sociedade. Alguns grupos minoritários têm lutado por uma representação igualitária, sem estigmas e preconceitos. No artigo “Diálogo e engajamento no caso #belarecatadaedolar”, discute-se a repercussão, nas redes sociais, da matéria Marcela Temer: Bela, recatada e “do lar’” publicada pela revista Veja, em 2016.

A série norte-americana The Newsroom é abordada em “Fabulação, reconstrução e mediação (meta)crítica no seriado Newsroom”. O seriado apresenta os bastidores de um fictício canal de notícias. Já “Mr. Robot, a ilusão cibernética da figura de o Outro” baseia-se nas obras de Judith Butler e Hannah Arendt para analisar a série Mr. Robot. 

Na seção Cidades mediadas, Julia Lery busca compreender como as representações sociais são feitas para além do texto jornalístico no artigo “Entre o bandido e o ‘cidadão de bem’: alteridade e ética em Brasil urgente”. O MidiaAto é sediado na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP e promove o debate e lançamento do livro no dia 14 de dezembro, às 14h30, na sala 224 doDepartamento de Cinema, Rádio e Televisão (CTR) da ECA.

A obra é fruto da Rede de Pesquisa em Cultura Midiática – Metacrítica, que reúne USP, Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Minas Gerais e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A organização é de Marcio Serelle e Rosana Soares.

Para baixar o e-book, acesse este link.

Edusp leva a cultura brasileira aos leitores europeus

Os livros da Editora da USP (Edusp) estarão, em setembro, na Feira Internacional do Livro de Gotemburgo, na Suécia. O evento, a ser realizado entre os dias 25 e 28, é reconhecido como um dos mais importantes programas literários e de negócios para os profissionais do livro na Europa. Neste ano, o foco da programação é o Brasil. Daí a Edusp ser convidada para apresentar, por intermédio do seu catálogo, a diversidade cultural brasileira. A pintura de Cândido Portinari, Lasar Segall, Aldo Bonadei e Marcello Grassmann, a origem das modinhas e do samba, a arquitetura das praças e igrejas e a literatura de Clarice Lispector estão entre os destaques. Mais informações clique aqui.

Pesquisador da USP analisa mídias sociais como comércio eletrônico

Vender produtos pela internet é uma forma de comércio virtual do qual os brasileiros já se habituaram. Contudo, há um modelo ainda não testado por aqui: a mistura de comércio eletrônico (e-commerce) e mídias sociais, o chamado social commerce. Para saber a viabilidade desse negócio no Brasil, uma pesquisa de doutorado da Faculdade de Administração, Economia e Contabilidade (FEA) da USP analisou alguns elementos necessários para que ele se desenvolva no mercado brasileiro e o resultado mostrou que há espaço para as empresas investirem nesse tipo de vendas.

De acordo com o autor do estudo, Alexandre Sanches Magalhães, mestre em Administração, o social commerce já foi tema de artigos acadêmicos nos Estados Unidos, país onde o Facebook realizou alguns testes na área. Basicamente, esse tipo de comércio virtual funcionaria da seguinte forma: uma empresa oferece produtos a um usuário de mídia social, para que este presenteie um amigo ou conhecido, baseado nas declarações desse amigo ou conhecido nas redes sociais. “Hoje, quando o usuário acessa a mídia social, ele já encontra atualizações sobre a vida de seus amigos, como o dia do aniversário, a conquista de um prêmio, a conclusão de um período escolar. A ideia do social commerce é que esse tipo de atualização venha acompanhada de indicações para presentear esse amigo. Essas indicações são baseadas no perfil, dados e preferências da pessoa”, explica Magalhães.

No social commerce, as empresas fazem parcerias com a própria mídia social para a venda de suas mercadorias e, segundo o pesquisador, não haveria problemas de privacidade. “Os perfis dos usuários são públicos, então a mídia social precisa apenas sistematizar a venda e entrega dos produtos com a loja parceira”, afirma o pesquisador.

No entanto, para que esse tipo de comércio virtual funcione é preciso que as pessoas preencham seus dados nas redes sociais com informações verdadeiras e, consequentemente, confiem na mídia social. “O social commerce pode ser aplicado a qualquer mídia social em que os usuários necessitem preencher o perfil. Ele é um modelo de negócio totalmente adaptável”, garante o pesquisador. ” Entre as redes sociais existentes atualmente, o LinkedIn tem o ambiente mais favorável à implantação desse comércio virtual porque é uma rede ligada a dados profissionais e, portanto, com informações mais corretas sobre o perfil do usuário. Redes voltadas ao entretenimento são mais propensas a respostas não tão verdadeiras pelo usuário”, acredita Magalhães.

Pesquisa


Para analisar os elementos necessários para que o social commerce se desenvolva no Brasil, o pesquisador fez uma pesquisa qualitativa entre junho e julho do ano passado com 150 pessoas que estão em redes sociais. “Como analisamos informações fornecidas por quem já utiliza redes sociais, recebemos mais respostas positivas, por isso os resultados são válidos somente para a amostra estudada, não podendo, portanto, serem entendidos como representativos do universo dos internautas brasileiros e dos usuários de mídias sociais”, esclarece.

Por meio das respostas ao questionário aplicado, Magalhães chegou a outros fatores, além da confiança na mídia social, para que o social commerce ocorra. Os entrevistados afirmaram que o tipo de amizade, confiança na loja e no produto podem influenciar na decisão da compra ou não do presente para o amigo em uma mídia social. Uma amizade próxima, pessoal ou profissional também  influenciam. “De um modo geral, percebe-se que pessoas mais jovens, com mais acesso à tecnologia são mais propensas a usar esse mercado nas mídias sociais. Existe um espaço que poderia ser explorado por empresas”, conclui o pesquisador.

Cotas por mérito: universidades paulistas enfrentam críticas sobre modelo proposto

Representantes das três universidades paulistas (USP, Unicamp e Unesp) estiveram nesta quarta-feira (13) na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) para apresentar, em audiência pública, os projetos que estão sendo desenvolvidos nessas instituições para inclusão de alunos negros e de escolas públicas: o Programa de Inclusão com Mérito no Ensino Superior Público Paulista (Pimesp), que prevê cotas por mérito, enquanto o governo federal propõe cotas raciais e sociais.

 

FotoCotaMérito

Foto: Vera Massaro e Dulce Akemi

O programa do governo paulista, que foi desenvolvido pelo Conselho de Reitores das Universidades Estaduais de São Paulo (Cruesp), composto pelos reitores das três universidades públicas paulistas (USP, Unicamp e Unesp), prevê que, até 2016, 50% das matrículas em cada curso sejam destinadas aos alunos que cursaram integralmente o ensino médio em escolas públicas – 35% desse total devem ser pretos, pardos ou indígenas. Até 40% desses estudantes devem ingressar a partir do Instituto Comunitário de Ensino Superior (Ices), que vai oferecer cursos preparatórios com duração de dois anos. Esses cursos garantem o diploma universitário e o ingresso automático nas universidades públicas estaduais, desde que o aluno tenha aproveitamento mínimo de 70%. A aprovação nos cursos das universidades será baseada no mérito, ou seja, quem tirar as melhores notas no Ices terá prioridade.

Debate

Durante a reunião de ontem (13), na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), estudantes, professores e representantes de movimentos sociais criticaram o formato do programa apresentado.

O reitor da Unesp, Julio Cezar Durigan, ressaltou a disposição da instituição em promover a inclusão dos alunos negros e de escolas públicas. “A Unesp é favorável à inclusão e propostas estão sendo feitas. A que foi apresentada hoje foi discutida entre os três reitores”, disse, após apresentar as ações que já são desenvolvidas pela Unesp, como curso pré-vestibular gratuito que atende a 5 mil alunos por ano.

O pró-reitor de Extensão da Unicamp, João Frederico da Costa , também destacou seis projetos que já são desenvolvidos pela instituição. Entre eles está o Programa de Formação Interdisciplinar Superior (Profis), curso interdisciplinar voltado aos estudantes que cursaram o ensino médio em escolas públicas de Campinas. Os alunos do curso recebem bolsas de R$ 400. O Pimesp prevê auxílio de meio salário mínimo.

A partir da adesão ao Pimesp, a instituição deverá, segundo Costa, unir todos os programas para atender às metas de inclusão de alunos egressos de escolas públicas e negros. “A Unicamp está, como as outras universidades, preparando-se para estudar uma forma de combinar todos esses programas de maneira a garantir a meta em 2016”, disse.

Representante do movimento negro, o professor de direito Sílvio Almeida criticou a forma como a proposta foi apresentada. Para ele, faltou discussão com a sociedade e dentro das próprias instituições de ensino. “É uma proposta que nasceu da cabeça dos reitores, o que não significa necessariamente que nasce das universidades, porque a universidade tem uma comunidade acadêmica”, afirmou Sílvio.

A pró-reitora de Graduação da USP, Telma Zorn, rebateu as críticas e disse que o Pimesp pode sofrer modificações antes de passar pela aprovação dos conselhos universitários. “Não há proposta fechada, os programas sempre evoluem. É assim que acontece: a ideia surge de um grupo, um número maior de pessoas pode contribuir e deve contribuir para consolidar aquilo que foi discutido”, disse.

Sílvio Almeida também criticou o Ices, que oferecerá parte dos cursos a distância. Na opinião do professor, o currículo não oferece uma formação que garanta a inserção no mercado de trabalho. “[O sistema] cria uma discriminação negativa, que a Constituição não permite”, protestou.

Representante do Diretório Central de Estudantes da USP, Pedro Serrano também criticou o sistema proposto pelo Ices. “Por que criar uma antessala para o estudante da escola pública?”, questionou Serrano lembrando que, com a implantação do instituto, grande parte dos cotistas deverá passar dois anos cursando disciplinas preparatórias antes de ingressarem nos cursos tradicionais. Ele pediu que qualquer deliberação sobre o programa seja suspensa até que se faça um debate amplo com a sociedade. Com informações da Agência Brasil.

Lei que obriga ensino musical na escola é avaliada em estudo

Uma pesquisa da Faculdade de Educação (FE) da USP analisou teoricamente a  Lei 11.769, que traz a obrigatoriedade do ensino de música na educação básica pública. O estudo verificou que, além de ser pouco específica em diversas questões, a lei levanta mais problemas que soluções e não esclarece os mecanismos para sua própria implementação. A Lei foi aprovada no dia 18 de agosto de 2008 pela Presidência da República.

O estudo foi realizado pela cantora e atriz Magali Maria Géara Luiz, bacharel em Filosofia pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. A pesquisadora chama atenção para a questão do professor de música: “O governo vetou a obrigatoriedade de pessoas licenciadas em música para dar o conteúdo”. Dessa maneira, a escolha do responsável por essa matéria ficaria a critério da direção de cada escola. “As escolas contratariam um professor novo para essa função, ou o próprio professor de artes dará essa aula?”, questiona. A burocracia e falta de verba poderiam levar com que professores de outras matérias, que não têm necessariamente o preparo musical, passassem o conteúdo de forma superficial, ou até mesmo equivocada.

Leia matéria completa Agência USP

Professor cria sistema que detecta enchentes e emite alerta para celular

Um sistema que detecta enchentes e o nível de poluição de rios e córregos e ainda pode avisar a população, via telefone celular (SMS), sobre os eventuais riscos vem sendo testado em São Carlos, no interior de São Paulo. O e-NOE, que funciona por meio de uma rede de sensores sem fio, foi desenvolvido no Instituto de Ciências Matemáticas e da Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, pelo professor Jó Ueyama. Desde maio, o equipamento vem sendo testado em dois pontos de um córrego da cidade.

O protótipo do equipamento desenvolvido por Ueyama é menor do que uma caixa de fósforos, e custou cerca de R$ 400,00. O equipamento é composto por dois sensores analógicos, cada um com uma função específica. O primeiro mede a pressão do rio, enquanto que o segundo sensor mede a poluição da água. Um alerta é gerado para notificar quando o nível do córrego (ou da poluição) atinge níveis que necessitam de uma notificação. “Se o primeiro sensor detectar uma elevação súbita na pressão do rio, significa que haverá enchente. É quando devemos tirar a população da região o mais rápido possível”, explica o professor.

O equipamento transmite os dados via wireless Zigbee (tecnologia de comunicação sem fio com baixo consumo de bateria e com transmissões de longa distância) para uma central, onde um software envia alerta via mensagens de SMS para telefones celulares de moradores cadastrados no sistema. A bateria, similar à utilizada em carros, é realimentada por paineis solares. A autonomia está em fase de avaliação, mas estima-se que possa ficar entre 3 e 6 meses.

Por meio de uma parceria com a Prefeitura Municipal de São Carlos, Ueyama instalou em maio de 2012 dois equipamentos com esse sistema em um córrego da cidade, o Monjolinho. Um deles foi colocado na Avenida Trabalhador São-carlense, próximo ao campus da USP, e o outro perto da rotatória do Shopping Iguatemi. O pesquisador obteve autorização do Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE) de São Carlos para monitorar as águas do córrego.

No momento, o sistema encontra-se em fase de testes, e ainda não é possível se cadastrar para recebimento de alertas e as informações obtidas são armazenadas em um banco de dados.

Além dos alertas, o protótipo permite que qualquer internauta tenha acesso a estes dados usando a interface do Google Maps. Essa interface vai possibilitar aos sistemas de GPS criar rotas alternativas aos motoristas em caso de enchentes em uma determinada via. O professor acredita que com a colaboração da prefeitura da cidade de São Carlos, será possível viabilizar a criação de um cadastro de moradores e comerciantes para receber os alertas. “Uma nova parceria poderia ser criada com vistas a transformar São Carlos em uma cidade mais inteligente”, ressalta.

Fonte: Agência USP

Beneficiados com Bolsa Família abandonam menos os estudos

Alunos do quinto ano, antiga quarta série, do Ensino Fundamental participantes do programa Bolsa Família são os que menos abandonam os estudos. Este foi um dos resultados da pesquisa Uma análise do efeito do Programa Bolsa Família sobre o desempenho médio das escolas brasileiras, desenvolvida no mestrado do Programa de Pós-Graduação em Economia Aplicada da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEARP) da USP. O autor da dissertação, Pedro Cavalcanti Camargo, sob orientação da professora Elaine Toldo Pazello, cruzou a base de dados do Censo Escolar de 2008, realizado anualmente pelo Instituto Nacional de Ensino e Pesquisas Educacionais (INEP), com os beneficiários do programa.

Para o pesquisador, a razão para a diminuição no abandono escolar seja a própria condição imposta pelo programa Bolsa Família a seus beneficiários. “Para a família receber o benefício os filhos precisam continuar na escola. Acredito que este seja o principal motivo para essas famílias apresentarem menor abandono escolar do que as que não recebem o benefício”, explica.

Fonte: Agência USP de Notícias

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