Vai usar o Enem para entrar na UnB? Inscrições de 24 a 27 de janeiro

Interessados em concorrer a vaga de graduação na UnB pelo Sistema de Seleção Unificada (SiSU) deverão se inscrever de 24 a 27 de janeiro. A Universidade oferece 1.988 vagas para o primeiro semestre de 2017, distribuídas em 89 cursos de graduação presencial, nos turnos diurno e noturno. O ingresso pelo SiSU é destinado exclusivamente aos candidatos que participaram do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) em 2016. As datas do resultado e do Registro Acadêmico serão divulgadas posteriormente.

Mais informações: www.mec.gov.br

Foto: Isa Lima

Inscrições para o PAS

O Programa de Avaliação Seriada (PAS) está com inscrições abertas de 9 a 20 de setembro para candidatos a todos os subprogramas. Há duas novidades nesta edição: a adoção do Sistema Informatizado de Seleção para os Cursos de Graduação da UnB (SISUnB) e o ingresso na UnB, no primeiro semestre de 2017, de 50% dos aprovados e, no segundo semestre de 2017, dos outros 50%. As provas serão em novembro e dezembro.
Mais informações: http://www.cespe.unb.br/pas / 3448 0100

ENEM: espelho da redação de 2015 é liberado

Os participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2015 já podem conferir on-line o espelho da correção da redação. O tema foi A Persistência da Violência contra a Mulher na Sociedade Brasileira. As provas de redação foram avaliadas em uma escala de zero a mil pontos. “O tema permitiu aos participantes debater um assunto muito significativo para a luta da mulher brasileira”, disse a presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Maria Inês Fini.

Dos 5.631.606 textos corrigidos, 104 obtiveram nota mil. Outros 53.032 foram anulados e receberam nota zero. Fugir do tema, desrespeitar direitos humanos e escrever em uma tipologia diferente da solicitada estão entre os motivos que levaram à anulação.

O espelho fica disponível exclusivamente para vista pedagógica. Os participantes podem saber qual foi o resultado em cada uma das cinco competências avaliadas e comparar o desempenho com o dos demais participantes daquela edição do exame. “Mostrar aos participantes a avaliação de seu desempenho, seguindo os critérios estabelecidos, faz cumprir uma das funções mais nobres da avaliação, que é a retroalimentação do processo de desenvolvimento individual”, afirmou Maria Inês.

Membro da Nasa na UnB

O geólogo Klaus Keil, reconhecido mundialmente pelos estudos de meteoritos, ministra palestras nos dias 16 e 17 de setembro, no auditório do Instituto de Geociências da Universidade de Brasília (UnB). A iniciativa terá como tema Exploration of our solar system. Os encontros começam às 17h, são gratuitos e abertos a toda comunidade. Mais informações: 3107 7859.

UnB Idiomas com matrículas abertas

 

O programa UnB Idiomas informa que está com matrículas abertas e recebe inscrições até 23 de agosto. Ao todo, são 13 idiomas ofertados, nos quatro campi da Universidade de Brasília e no Setor Comercial Sul. A taxa do teste de nivelamento é de R$ 35. As aulas começam a partir de 28 de agosto.

Mais informações: http://www.unbidiomas.unb.br/

CESPE seleciona colaboradores

O Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (CESPE) realiza cadastramento de colaboradores. Inscrições vão até 21 de agosto, das 8h às 20h, nos postos de atendimento do CESPE, nos quatro campi da Universidade de Brasília (UnB). Os interessados irão atuar no Exame Nacional do Ensino Médio, em 24 e 25 de outubro.
Mais informações: 3448 0100.

UnB divulga aprovados em primeira chamada no vestibular de 2015

Com apenas 17 anos, Mateus Silva Feijó conquistou o primeiro lugar no Vestibular da Universidade de Brasília (UnB). O estudante, que ainda não terminou o 3º ano do ensino médio, passou para Medicina, curso mais concorrido desta edição, com 97,17 candidatos por vaga. “É muita emoção. fiquei sabendo do resultado pela minha mãe, que foi a primeira a receber a notícia”, contou Mateus. A lista dos aprovados do vestibular foi divulgada nesta sexta-feira, 10/07, e a consulta está disponível no site do Cespe.

Nesta edição, cerca de 17 mil alunos disputaram as 4.212 vagas oferecidas em 97 cursos. Se as vagas não forem preenchidas, a segunda chamada deve ser divulgada no dia 22 de julho. Segundo o calendário acadêmico disponível no site da UnB, as aulas do segundo semestre começam em 10 de agosto e se estendem até 14 de dezembro.

Do total de vagas, 2.373 (56%) foram destinadas ao sistema universal e 1.839 (46%) aos sistemas de cotas para negros e para alunos de escolas públicas. O vestibular ofertou vagas nas unidades do campus Darcy Ribeiro, no Plano Piloto, e também em Planaltina, Ceilândia e Gama.

Christophe Charle diz que educação é um investimento

A comissão UnB.Futuro realizou na última sexta-feira (12) a terceira Sessão Pública de 2015, com o historiador francês Christophe Charle. Com o tema “A crise das universidades no modelo neoliberal”, a conferência apresentou análises dos modelos de financiamento das universidades e as principais tendências de transformação do ensino superior internacional desde 1980. À mesa com Charle, estiveram o reitor Ivan Camargo, o decano de pesquisa e pós-graduação Jaime Santana, os professores Carlos Benedito – do Instituto de Ciências Sociais – e Fernando Oliveira Paulino – da Faculdade de Comunicação – além do professor emérito Isaac Roitman.

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Ao abrir a sessão, diante de um auditório lotado, o reitor Ivan Camargo frisou a importância do debate, tendo em vista o cenário atual das finanças da educação superior no Brasil. Recentemente, o governo federal anunciou um corte de 30% no orçamento das Instituições Federais do Ensino Superior.

Charle refletiu sobre o papel histórico das universidades e como estas sofreram mudanças ao longo do recente processo de globalização. Destacou dois processos de massificação do ensino ocorridos no século XX. De acordo com ele, o primeiro emergiu nas universidades europeias, nas décadas de 1960, e ocorreu em economias já consolidadas a uma taxa de desenvolvimento sólida, porém não exponencial; e o segundo processo foi global, ocorrendo somente em 1980 com uma taxa expressiva nos países em desenvolvimento. Segundo Charle, o segundo movimento foi mais intenso, pois serviu para compensar os atrasos dos países periféricos.

Tamanha aceleração gerou aumentos de estudantes, logo, cresce também o orçamento das universidades. Assim as instituições de ensino têm de buscar recursos em diversas fontes para manter seu pleno funcionamento.

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Grande parte dos países que compõem a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) adota o modelo de financiamento público, onde o governo arca com a maioria dos gastos com a educação. Como exemplo do modelo neoliberal, no entanto, tem-se Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia cujas instituições de ensino superior têm grande financiamento do setor privado.

Segundo Charle, ao longo dos últimos trinta anos, em países onde o modelo de financiamento privado é adotado, os gastos universitários foram os que mais aumentaram, quando comparados com outros gastos como saúde, alimentação, ou habitação. No “modelo anglo-saxônico”, por exemplo, o financiamento público girava em torno de 74,5% em 1978 e 20 anos mais tarde correspondia a 55,6% do total das finanças.

Enquanto o aporte financeiro público diminuía, a quantia cobrada dos estudantes apenas aumentava. Entre 1981 e 1998 o aumento das taxas de admissão nos países que adotaram este modelo foi da ordem de 224%.

Neste modelo o custeio da educação é terciário, uma participação entre governo, setor privado e o estudante beneficiário. Então o saldo final das experiências neoliberais universitárias, segundo Charle, foi o progressivo endividamento dos estudantes. “Esse sistema agrava e amplia as desigualdades presentes na sociedade”, aponta o historiador francês.

Ainda segundo Charle, nos ambientes universitários surgiu uma forma de “neoliberalismo acadêmico” que atesta ser necessária a competição entre institutos, de modo que os vários departamentos dessas instituições de ensino findam rivalizando uns com os outros em busca de um maior financiamento. Nestes âmbitos, a disputa teria origem na distribuição desigual de recursos para cada departamento. E, conforme a lógica deste modelo, a reputação de uma instituição é fator importante para determinar seu sucesso na captação de recursos privados. Portanto a competitividade seria um estímulo para o desenvolvimento geral da universidade.

Ao fim de sua fala, Christophe Charle defendeu que “é preciso tirar lições do fracasso do sistema neoliberal” e que tal modelo não é universal, visto que no Brasil a experiência é mista entre pública e privada. Charle criticou também a forma como os governos determinam quanto de seus recursos públicos serão destinados à Educação e concluiu: “Os estudos são um custo para a filosofia neoliberal. Para mim a Educação não deve ser considerada como tal, mas sim um investimento”.

Para Dr. Edson Machado, o debate veio em boa hora. “É muito válida a iniciativa da Universidade de Brasília em trazer o professor Charle para discutir a questão das crises das universidades federais, tema mais que atual no Brasil. Recentemente, uma importante revista nacional até mostrou a decadência MATERIAL dessas instituições públicas. Além disso, vale ressaltar que o surgimento dos conglomerados do ensino superior também contribuíram para este cenário, porque eles acabam ocupando os espaços dessas universidades”, ressaltou Dr. Edson.

Mais informações: http://www.unbfuturo.unb.br/index.php/noticias/209-christophe-charle-diz-que-educacao-e-um-investimento

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