Dia das Meninas nas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC)

Cerca de sete milhões de pessoas trabalham com Tecnologia da Informação e Comunicação (TICs). No entanto, apenas 30% são mulheres – ou seja, há pouca mão-de-obra feminina atuante na área, especialmente em cargos de decisão. Todo ano, são criados cerca de 120 mil novos postos de trabalho no setor de Tecnologia. A continuar assim, em 2015, pode haver uma falta de 900 mil trabalhadores qualificados em TIC. Só no Brasil, estima-se que serão mais de 117 mil vagas em 2015, pois a expectativa é que o setor cresça a uma taxa de 12%, além da previsão de aumento dos investimentos em TI por parte das empresas e do governo até 2016.

Para tentar mudar esse quadro e criar um ambiente global para capacitar e incentivar meninas e jovens mulheres a considerar carreiras no campo das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e a União Internacional de Telecomunicações (UIT) – organismo especializado da ONU para o setor de telecomunicações – promovem no Colégio Galois, dia 24 de abril, a partir das 15h, o Dia das Meninas nas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC). Esta é a primeira vez que o Brasil vai participar do evento, celebrado mundialmente na quarta quinta-feira de abril. Evento aberto ao público e gratuito.

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Pesquisador da USP analisa mídias sociais como comércio eletrônico

Vender produtos pela internet é uma forma de comércio virtual do qual os brasileiros já se habituaram. Contudo, há um modelo ainda não testado por aqui: a mistura de comércio eletrônico (e-commerce) e mídias sociais, o chamado social commerce. Para saber a viabilidade desse negócio no Brasil, uma pesquisa de doutorado da Faculdade de Administração, Economia e Contabilidade (FEA) da USP analisou alguns elementos necessários para que ele se desenvolva no mercado brasileiro e o resultado mostrou que há espaço para as empresas investirem nesse tipo de vendas.

De acordo com o autor do estudo, Alexandre Sanches Magalhães, mestre em Administração, o social commerce já foi tema de artigos acadêmicos nos Estados Unidos, país onde o Facebook realizou alguns testes na área. Basicamente, esse tipo de comércio virtual funcionaria da seguinte forma: uma empresa oferece produtos a um usuário de mídia social, para que este presenteie um amigo ou conhecido, baseado nas declarações desse amigo ou conhecido nas redes sociais. “Hoje, quando o usuário acessa a mídia social, ele já encontra atualizações sobre a vida de seus amigos, como o dia do aniversário, a conquista de um prêmio, a conclusão de um período escolar. A ideia do social commerce é que esse tipo de atualização venha acompanhada de indicações para presentear esse amigo. Essas indicações são baseadas no perfil, dados e preferências da pessoa”, explica Magalhães.

No social commerce, as empresas fazem parcerias com a própria mídia social para a venda de suas mercadorias e, segundo o pesquisador, não haveria problemas de privacidade. “Os perfis dos usuários são públicos, então a mídia social precisa apenas sistematizar a venda e entrega dos produtos com a loja parceira”, afirma o pesquisador.

No entanto, para que esse tipo de comércio virtual funcione é preciso que as pessoas preencham seus dados nas redes sociais com informações verdadeiras e, consequentemente, confiem na mídia social. “O social commerce pode ser aplicado a qualquer mídia social em que os usuários necessitem preencher o perfil. Ele é um modelo de negócio totalmente adaptável”, garante o pesquisador. ” Entre as redes sociais existentes atualmente, o LinkedIn tem o ambiente mais favorável à implantação desse comércio virtual porque é uma rede ligada a dados profissionais e, portanto, com informações mais corretas sobre o perfil do usuário. Redes voltadas ao entretenimento são mais propensas a respostas não tão verdadeiras pelo usuário”, acredita Magalhães.

Pesquisa


Para analisar os elementos necessários para que o social commerce se desenvolva no Brasil, o pesquisador fez uma pesquisa qualitativa entre junho e julho do ano passado com 150 pessoas que estão em redes sociais. “Como analisamos informações fornecidas por quem já utiliza redes sociais, recebemos mais respostas positivas, por isso os resultados são válidos somente para a amostra estudada, não podendo, portanto, serem entendidos como representativos do universo dos internautas brasileiros e dos usuários de mídias sociais”, esclarece.

Por meio das respostas ao questionário aplicado, Magalhães chegou a outros fatores, além da confiança na mídia social, para que o social commerce ocorra. Os entrevistados afirmaram que o tipo de amizade, confiança na loja e no produto podem influenciar na decisão da compra ou não do presente para o amigo em uma mídia social. Uma amizade próxima, pessoal ou profissional também  influenciam. “De um modo geral, percebe-se que pessoas mais jovens, com mais acesso à tecnologia são mais propensas a usar esse mercado nas mídias sociais. Existe um espaço que poderia ser explorado por empresas”, conclui o pesquisador.

64ª Reunião Anual da SBPC

A cidade de São Luís do Maranhão recebe até o dia 27 de julho cerca de 20 mil cientistas, pesquisadores e estudantes para a 64ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Os mais de 180 encontros, divididos entre conferências, mesas redondas e minicursos, além de outras atividades como reuniões de trabalho, assembléias e sessões de pôsteres, acontecem no campus da Universidade Federal do Maranhão, sob o tema “Ciência, Cultura e Saberes Tradicionais para Enfrentar a Pobreza”.

Nesta quarta-feira (25), o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, abriu a série de conferências do auditório principal do evento com a apresentação ‘Ciência, Tecnologia e Inovação como Protagonistas do Desenvolvimento Sustentado’. Nela, ele apresentou as principais novidades nos programas e políticas do MCTI.

Assistido pelos presidentes do CNPq e da Capes, Glaucius Oliva e Jorge Guimarães, respectivamente, além do ganhador do Prêmio Nobel de Química de 2011, Daniel Shechtman, o ministro afirmou que o desenvolvimento de Ciência, Tecnologia e Inovação é o “eixo estruturante do desenvolvimento sustentável do País” e que para atender a suas principais demandas é preciso ampliar a base tecnológica, fortalecer o sistema de C&T, articular políticas industriais e elevar os níveis de qualidade da educação. “Tivemos um grande sucesso com o acesso universal à educação básica e média e nossa questão agora é ir além. Não basta colocá-las na escola; as crianças precisam saber exercer sua cidadania”, exemplifica Raupp, acrescentando que a intenção é formar cientistas prontos para enfrentar desafios reais.

Raupp também destacou novos desafios do programa Ciência sem Fronteiras, que estará em países como Austrália, Alemanha, Canadá, Holanda e Portugal, além dos Estados Unidos e Reino Unido. De acordo com o ministro, estão sendo finalizados acordos com instituições do Japão, China, Irlanda, Finlândia e Noruega e com institutos como o MIT e as universidades de Oxford e Harvard.

Daniel Shechtman

Prof. Lauro Morhy/Fotos Mariana Costa

Professor cria sistema que detecta enchentes e emite alerta para celular

Um sistema que detecta enchentes e o nível de poluição de rios e córregos e ainda pode avisar a população, via telefone celular (SMS), sobre os eventuais riscos vem sendo testado em São Carlos, no interior de São Paulo. O e-NOE, que funciona por meio de uma rede de sensores sem fio, foi desenvolvido no Instituto de Ciências Matemáticas e da Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, pelo professor Jó Ueyama. Desde maio, o equipamento vem sendo testado em dois pontos de um córrego da cidade.

O protótipo do equipamento desenvolvido por Ueyama é menor do que uma caixa de fósforos, e custou cerca de R$ 400,00. O equipamento é composto por dois sensores analógicos, cada um com uma função específica. O primeiro mede a pressão do rio, enquanto que o segundo sensor mede a poluição da água. Um alerta é gerado para notificar quando o nível do córrego (ou da poluição) atinge níveis que necessitam de uma notificação. “Se o primeiro sensor detectar uma elevação súbita na pressão do rio, significa que haverá enchente. É quando devemos tirar a população da região o mais rápido possível”, explica o professor.

O equipamento transmite os dados via wireless Zigbee (tecnologia de comunicação sem fio com baixo consumo de bateria e com transmissões de longa distância) para uma central, onde um software envia alerta via mensagens de SMS para telefones celulares de moradores cadastrados no sistema. A bateria, similar à utilizada em carros, é realimentada por paineis solares. A autonomia está em fase de avaliação, mas estima-se que possa ficar entre 3 e 6 meses.

Por meio de uma parceria com a Prefeitura Municipal de São Carlos, Ueyama instalou em maio de 2012 dois equipamentos com esse sistema em um córrego da cidade, o Monjolinho. Um deles foi colocado na Avenida Trabalhador São-carlense, próximo ao campus da USP, e o outro perto da rotatória do Shopping Iguatemi. O pesquisador obteve autorização do Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE) de São Carlos para monitorar as águas do córrego.

No momento, o sistema encontra-se em fase de testes, e ainda não é possível se cadastrar para recebimento de alertas e as informações obtidas são armazenadas em um banco de dados.

Além dos alertas, o protótipo permite que qualquer internauta tenha acesso a estes dados usando a interface do Google Maps. Essa interface vai possibilitar aos sistemas de GPS criar rotas alternativas aos motoristas em caso de enchentes em uma determinada via. O professor acredita que com a colaboração da prefeitura da cidade de São Carlos, será possível viabilizar a criação de um cadastro de moradores e comerciantes para receber os alertas. “Uma nova parceria poderia ser criada com vistas a transformar São Carlos em uma cidade mais inteligente”, ressalta.

Fonte: Agência USP

Seminário internacional debate uso de tecnologias na educação

Representantes do setor educacional de nove países da América Latina estarão reunidos até a próxima sexta-feira, 15, em Brasília, durante o Seminário Latino-Americano de Disseminação de Conteúdos Digitais, que discutirá a presença e implantação das tecnologias digitais nas escolas do continente.

Participaram da abertura do evento, na tarde desta quarta-feira, 13, representantes dos Ministérios da Educação do Brasil, Colômbia, Equador, Uruguai, Peru, El Salvador, Guatemala e Paraguai, além de entidades voltadas para a formação de professores e difusão de políticas públicas educacionais, como a Fundação SM, da Espanha, e a Fundação Centro de Estudos de Políticas Públicas (CEPP) de Buenos Aires, respectivamente.

De acordo com a diretora de formulação de conteúdos educacionais do MEC, Mônica Franco, o evento deve resultar em um novo modelo de referências nos países envolvidos para o uso de tecnologias nas escolas. “As referências na América Latina costumam ser de países de outros continentes, e com a troca de experiências neste evento procuramos mudar isto”, disse a diretora. Em sua apresentação a gestora descreveu o cenário atual da educação brasileira.

Para Gustavo Iaies, Diretor do Centro de Estudos de Políticas Públicas, não se pode provocar uma ruptura no sistema de ensino existente ao incentivar o uso de novas tecnologias. “Quando pensamos em novos instrumentos, pensamos em melhorar a estrutura existente nas salas de aula. Não podemos desmontar a escola que temos hoje”, afirma. Ele também ressalta que se deve pensar na comunidade na preparação para o uso das tecnologias no ambiente escolar e que há muito por ser feito no entorno, além de preparar os professores, ao instituir uma política pública neste sentido.

Mais de 20 mil escolas públicas já usam o PDE interativo

O PDE Interativo, ferramenta de planejamento de gestão escolar desenvolvida pelo Ministério da Educação em parceria com as secretarias estaduais e municipais, já foi implantado em mais de 20 mil escolas públicas no Brasil. “Este número aumenta todos os dias e a expectativa é que ele dobre até o final de abril”, destaca a coordenadora de Gestão Escolar do MEC, Manuelita Falcão Brito.

Professor Edson Machado conversa com Manuelita Falcão Brito, coordenadora de Gestão Escolar do MEC. O bate-papo foi realizado com a participação dos alunos do curso de Pedagogia do Centro Universitário IESB.

A coordenadora participou de um bate-papo promovido pelo blog Edson Machado para explicar como esta ferramenta pode ajudar a melhorar a educação no país. O encontro, realizado no Centro Universitário IESB, contou com a participação dos alunos do curso de Pedagogia da instituição, que puderam conhecer de perto as funções da nova ferramenta tecnológica.

A principal característica do PDE é a natureza auto-instrucional e interativa de cada tela. Ou seja, além das escolas e secretarias não precisarem mais realizar formações presenciais para conhecer a metodologia e utilizar o sistema,  ele  interage permanentemente com o usuário, estimulando a reflexão sobre os temas abordados. “O principal objetivo da ferramenta é conhecer melhor a escola e suas necessidades”, afirma Manuelita. As ações do PDE Interativo estão reunidas num plano, dividido em quatro partes. Na primeira, o sistema faz uma identificação geral da direção escola. Depois, a ferramenta organiza o ambiente institucional para elaborar o seu planejamento e em seguida ocorre a elaboração do diagnóstico, que possibilitará à escola perceber onde se encontram as suas principais fragilidades. Por fim, na quarta e última parte, a escola elabora o plano geral com os objetivos, metas e ações que a escola definiu para alcançar as melhorias desejadas.

Em 2011, o PDE Interativo foi disponibilizado somente para algumas escolas priorizadas pelo PDE Escola, um programa de apoio à gestão escolar baseado no planejamento participativo e destinado a auxiliar as escolas públicas a melhorar a sua gestão. Mas a partir de 2012, todas as escolas públicas do país – que somam mais de 145 mil – poderão utilizá-lo. Para as escolas priorizadas pelo programa, o MEC repassa recursos financeiros visando apoiar a execução de todo ou de parte do seu planejamento.

Qual a sua opinião sobre o PDE Interativo? Deixe comentário aqui no blog.

Presidente da Capes fala sobre educação e tecnologia no Brasil

O blog Edson Machado conversou esta semana com o professor Jorge Almeida Guimarães, presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes):

Professor Jorge Almeida Guimarães, presidente da Capes (Foto: Blog Edson Machado)

O Brasil está crescendo em pesquisa e tecnologia?

Sim. O Brasil ocupa hoje a 13º posição na produção de artigos científicos no mundo. Ultrapassamos vários países, mas temos o desafio de qualificar melhor estas publicações.

Quais os principais obstáculos neste segmento?

A falta de apoio das indústrias brasileiras, já que durante muito tempo essas empresas preferiram comprar lá fora. Mas esta realidade está começando a mudar, pois elas estão percebendo que precisam competir no mercado e para isso é necessário uma série de iniciativas em pesquisa.

Outro obstáculo é que as teses de doutorado e mestrado são muito criativas, mas do ponto de vista acadêmico. Muitas delas podem se transformar em assuntos, temas e serviços de interesse da indústria, mas é preciso que haja interação entre os dois lados, empresas e universidades. A biotecnologia e a informática, por exemplo, são áreas que já estão sofrendo desenvolvimento a partir de iniciativas de alunos e professores.

Como o sr. avalia o trabalho da presidenta Dilma Rousseff na educação?

O presidente Lula apostou muito na educação básica, ampliação das escolas técnicas e universidades federais. A presidente Dilma tem um pacote de iniciativas que tem como foco a tecnologia, como o projeto Ciência Sem Fronteiras.

O ensino superior brasileiro está crescendo?

Sim. Basta olhar o quadro de formados no país. Em 2010, o Brasil superou a marca de 973 mil formandos e este número é quase três vezes maior que em 2000. Somente nas universidades federais foram 72 mil em 2002 e 99 mil em 2010. Sendo que é importante levar em consideração que um ingressante na educação superior pode levar em média cinco anos para concluir a graduação. Outra questão que merece ser destacada, quando falamos deste assunto, é que não se pode ignorar o aumento no número de ingressantes. Em 2004, 293 mil novos alunos ingressaram na rede pública de educação superior, sendo 127 mil na rede federal. Já em 2010 foram 302 mil ingressantes na rede federal. Um acréscimo de 120% no período. Isso sem falar dos cursos tecnológicos.

Saiba mais:

Segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em 2010, menos de 2% dos doutores estavam trabalhando em empresas aqui no Brasil. Nos Estados Unidos, Japão e Alemanha, este índice está entre 70% e 80%. Portanto, continuar investindo em educação em todos os níveis e, sobretudo, no crescimento do sistema de pós-graduação no país é importante para melhorar o quadro da infraestrutura de pesquisa no país*.

*Dados apresentados no livro Ciência, Tecnologia e Inovação Para Um Brasil Competitivo .

 

O mundo é dos internautas

Levantamento feito pelo instituto de pesquisa Fecomércio-RJ/Ipsos revela um dado impressionante: o percentual de brasileiros conectados à internet aumentou de 27% para 48% no fim do ano passado. O Brasil é considerado o 5° país com o maior número de internautas.

Aproximadamente 46,5 milhões de usuários acessam regularmente as redes sociais e 38% navegam na Web diariamente, 10% deles de quatro a seis vezes por semana; 21% duas a três vezes e 18% uma vez.  A internet se tornou o terceiro veículo de maior acesso no Brasil, atrás apenas do rádio e da TV.

Rodrigo Jorge, analista em DataWarehouse e Bussiness Inteligence, afirma que 87% da população brasileira acessam a internet pelo menos uma vez por semana, e essa estatística revela a entrada da classe C nas redes sociais. “O crescimento da internet é intenso e tende a aumentar. Vivemos em um mundo globalizado e temos de nos adaptar às novas tendências”, justifica Rodrigo Jorge.

Fonte: Jornal da Comunidade/Educação

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