Pesquisa faz balanço da educação a distância no Brasil

De acordo com o Censo da Educação Superior, em 2016, 33% dos novos alunos ingressaram no ensino superior na modalidade a distância e 67% em cursos presenciais. Esse número cresceu. Em 2010, 20% ingressaram no EaD e 80% no presencial. Neste cenário, a educação a distância cresce em ritmo mais acelerado que o ensino presencial e já é opção para quase metade das pessoas que buscam uma graduação. Pesquisa divulgada nesta terça-feira (22/5) pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) – que representa grande parte do ensino superior particular do país – mostra que 44% dos entrevistados optariam por essa modalidade, enquanto 56% dizem que preferem o ensino presencial. Nesse ritmo de crescimento, o Brasil terá mais alunos estudando a distância que nas salas de aula tradicionais, em 2023. Serão, pelas projeções do estudo, 51% em EaD e 49% no ensino presencial.

A pesquisa mostra ainda que, se informados de que os cursos a distância podem ter etapas presenciais, a aceitação aumenta para 93% dos estudantes pesquisados. Para os 7% restantes, ainda há um desconforto em ter a maior parte das aulas pela internet. Outro ponto destacado por esses alunos que não optariam pela EaD é a percepção de que o mercado de trabalho ainda não valoriza adequadamente a qualidade desses cursos.

A pesquisa inédita Um ano do Decreto EAD – O impacto da educação a distância foi feita pela ABMES em conjunto com a empresa de pesquisas educacionais Educa Insights. Ao todo, foram entrevistados 1.012 homens e mulheres de 18 a 50 anos, sendo 256 alunos e 756 potenciais candidatos a educação superior em março deste ano. “Estamos falando de um público diferente da graduação presencial tradicional. Estamos trazendo para o ensino superior um público mais velho, mais maduro, que já trabalha com maior intensidade. Esse público precisa da flexibilidade da EaD para completar o curso superior”, diz o vice-presidente da ABMES, Celso Niskier.

O estudo mostra que aqueles que escolhem a educação presencial exclusivamente são mais jovens – 53% têm até 30 anos -; 76% trabalham; 33% são da classe social A ou B; 64% estudaram em escolas públicas e 36% em particulares. Entre aqueles que preferem a EaD, 67% têm mais de 30 anos, 83% trabalham; 25% são das classes sociais A ou B, 75% estudaram em escolas públicas e 25% em particulares.

Há um ano, o governo publicou um decreto que define os critérios para a oferta de educação a distância. Entre as mudanças está a possibilidade de a instituição privada de ensino superior ser credenciada exclusivamente para oferta de cursos de graduação e de pós-graduação lato sensu (especializações e MBAs) na modalidade a distância. Até então, a instituição deveria também ter algum curso na modalidade presencial.

 

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IESB inaugura polo de EAD no Jardim Botânico

IESB polo Jardim Botânico.3

Com o intuito de preparar profissionais qualificados para o mercado de trabalho, o Centro Universitário IESB inaugurou mais um polo de educação a distância em Brasília, dessa vez no Jardim Botânico Shopping.

Seguindo a missão da instituição de formar profissionais a partir de demandas do mercado e aliando teoria, prática e inovação, o novo polo EAD.IESB começa oferecendo sete cursos de pós-graduação a distância: Administração Pública, Gestão de Projetos, Marketing e Gestão, Inteligência de Negócio e Data Warehouse, Docência na Educação Superior, Psicopedagogia, Segurança da Informação. “Presencial ou a distância, no IESB, o aluno conta com professores preparados, workshops e eventos exclusivos que possibilitam uma formação completa, pois o trabalho é feito de maneira correta e com qualidade”, destaca a professora Eda Machado, reitora da instituição.

O IESB conta agora com três polos no Distrito Federal (Jardim Botânico, Sobradinho e Águas Claras), além de Anápolis, Luziânia e Goiânia. Entre os diferenciais dos cursos da EAD.IESB, estão o ambiente virtual de aprendizagem Blackboard, onde os estudantes podem conversar e tirar dúvidas diretamente com a equipe de docentes, formada por especialistas, mestres e doutores; e a educação flexível, já que o estudante pode acessar o material didático e conversar com os professores em diversos horários e de qualquer lugar, utilizando equipamento conectado à internet, seja computador, tablet ou smartphones. “Este contato direto com o professor é o grande diferencial do IESB. Nossos professores foram preparados para trabalhar no meio on-line e contribuir de forma significativa para a aprendizagem do aluno”, explica Samuel Bräuer, superintendente da EAD.IESB.

 

Serviço:

Polo IESB no Jardim Botânico

Local: Jardim Botânico Shopping –

Etapa I, Quadra I, Rua I Lotes 289/305 – Sala 107 A

Telefone – (61) 3340-3747

http://ead.iesb.br

 

Educação a distância cresce mais que a presencial

A educação a distância (EAD) cresceu mais que a educação presencial de 2011 a 2012. Em um ano, houve um aumento de 12,2% nas matrículas da EAD, enquanto a educação presencial teve um aumento de 3,1%. Apesar do crescimento, o ensino a distância ainda representa 15,8% das matrículas. Os dados são do Censo da Educação Superior de 2012, divulgados hoje (17) pelo Ministério da Educação (MEC).

O índice do ensino fora de sala de aula ainda é baixo, segundo o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. “Quando olha para a OCDE [Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico], quase a metade das vagas é a distância. Temos espaço para crescer”. Ele ressalta que é preciso garantir a qualidade do ensino. A intenção é ampliar a oferta nas instituições federais. De acordo com o censo, a maior parte das matrículas em EAD está na rede privada (83,7%) e é oferecida por universidades (72,1%).

No ensino presencial, o ministro destacou o crescimento das matrículas nos cursos tecnológicos, que aumentaram 8,5% de 2011 a 2012. Segundo Mercadante, o crescimento foi significativo, embora os cursos concentrem apenas 13,5% das matrículas. As matrículas de bacharelado cresceram 4,6% e representam 67,1% do total, enquanto nos cursos de licenciatura, o crescimento foi 0,8% – 19,5% das matrículas são em licenciatura.

Agência Brasil

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