Programa de bolsas de pós-doutorado na Alemanha abre seleção

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) divulgou o Edital nº 36/2017 do programa CAPES/Humboldt. Parceria com a Fundação Alexander von Humboldt (AvH), o programa concede bolsas de pós-doutorado (estágio pós-doutoral) e pesquisador experiente (estágio sênior) para estudos na Alemanha em todas as áreas do conhecimento. Está prevista a concessão de até 15 bolsas em cada uma das seis chamadas nas duas modalidades.

Os candidatos precisam, entre outros requisitos, ter nacionalidade brasileira ou visto permanente de residência no Brasil; possuir o título de doutor, conforme a modalidade pretendida: a) pós-doutorado: título de doutor obtido há menos de quatro anos; b) pesquisador experiente: completado há menos de doze anos; ter fluência em inglês ou alemão; não ter residido na Alemanha por 12 meses ou mais no período de 18 meses anterior à inscrição; residir no Brasil no momento da candidatura. Os selecionados recebem valor mensal compartilhado pela CAPES e a AvH; auxílio deslocamento; auxílio instalação; auxílio seguro-saúde. Mais informações e cronograma aqui.

Edital seleciona projetos para cooperação acadêmica com a Noruega

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) divulgou nesta segunda-feira, 19, o novo edital do programa CAPES/SIU, que apoia projetos conjuntos de pesquisa e fomenta a mobilidade de docentes e de estudantes de pós-graduação do Brasil e da Noruega em todas as áreas do conhecimento. As inscrições vão até o dia 11 de setembro e são gratuitas, admitidas exclusivamente pela internet, mediante o preenchimento do formulário de inscrição e o envio de documentos eletrônicos. As propostas de projetos conjuntos deverão ser apresentadas simultaneamente no Brasil e na Noruega. O início das atividades está previsto para o abril de 2018.

O edital selecionará até cinco projetos conjuntos de pesquisa com objetivo de fortalecer a cooperação entre instituições de ensino superior e de pesquisa do Brasil e da Noruega, fomentando a colaboração e o intercâmbio científico entre grupos de pesquisa e desenvolvimento brasileiros e noruegueses, assim como a promover a mobilidade de docentes e de estudantes de pós-graduação no nível de doutorado e de pós-doutorado. São itens financiáveis no âmbito do Programa: recursos de manutenção do projeto, missões de trabalho e missões de estudos. Mais informações na página do programa. Acesse o edital(CCS/CAPES)

Novas regras vão facilitar a validação de diplomas emitidos no exterior

Estudantes brasileiros que concluíram cursos de graduação e pós-graduação stricto sensu no exterior terão, respectivamente, os diplomas revalidados e reconhecidos com maior agilidade a partir de nova política do Ministério da Educação. Foi assinada nesta terça-feira, 13, no Conselho Nacional de Educação (CNE), em Brasília, a portaria normativa que dispõe sobre as regras e os procedimentos para equivalência, em âmbito nacional, dos diplomas expedidos por instituições estrangeiras de educação superior. Na mesma ocasião, foi lançado o Portal Carolina Bori, que reúne informações sobre a nova legislação e sobre o trâmite mais simplificado da documentação.

No Brasil, a revalidação dos diplomas de graduação fica a cargo das universidades públicas. Já o reconhecimento dos diplomas de mestrado ou doutorado pode ser feito também por instituições particulares. “O passo que consagramos a partir de hoje é muito importante e vai em direção da facilidade para pesquisadores, professores e acadêmicos que estudam no exterior”, disse o ministro Mendonça Filho. “A burocracia não pode atrapalhar a vida das pessoas; devemos ter uma burocracia que proteja o Estado, que resguarde os direitos do cidadão, mas que não crie situações em que as pessoas levem dez anos para ter o reconhecimento de um diploma. Isso é coisa do século passado ou retrasado e é inaceitável”, acrescentou o ministro.

O presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Abilio Baeta, espera que as universidades brasileiras façam uso da base de dados da plataforma Carolina Bori e aproveitem da experiência da Capes na concessão de bolsas de pós-graduação. “Um dos elementos por trás de cada bolsa concedida pela Capes diz respeito à qualidade do destino pretendido e essa é uma informação que precisa ser considerada nos procedimentos de validação dos diplomas”, observou. E elogiou a nova política do MEC: “Num momento em que se aposta numa inserção internacional mais forte das nossas universidades e da nossa comunidade acadêmica, é preciso que nós saibamos reconhecer como se formam recursos humanos de alto nível nos outros países e que, com bastante rapidez e agilidade, possamos integrá-los ao nosso sistema”.

De acordo com a coordenadora de avaliação internacional da Secretaria de Educação Superior (Sesu) do MEC e da equipe responsável pelo desenvolvimento da plataforma Carolina Bori, Elizabeth Balbachevsky, a questão é que os procedimentos de validação adotados pelas universidades brasileiras sempre seguiram “uma tendência restrita, de comparação de disciplinas e medição de cargas horárias”. Esse rigor mostra-se, segundo ela, desatualizado com o ensino acadêmico global e dificulta a política nacional de internacionalização na educação superior. Segundo ela, muitos brasileiros deixam de se matricular em cursos de excelência, em nível de pós-graduação, no exterior, por saber que dificilmente conseguirão ter os diplomas reconhecidos no Brasil. “O que acontece hoje, no Brasil, é uma situação completamente arcaica e anômala e não ajuda nada no avanço do conhecimento”, disse. Esse entrave da legislação brasileira para as políticas de internacionalização ficou ainda latente com o programa Ciência sem Fronteiras (CsF), que fomentou a mobilidade internacional de estudantes brasileiros de graduação e pós-graduação.

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Estudante é eleito um dos 30 jovens mais influentes do país

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O ex-bolsista do Programa Ciência Sem Fronteiras (CsF), Caio Moreira Guimarães, foi eleito pela Revista Forbes um dos 30 jovens com menos de 30 anos mais influentes do país. Os selecionados revelam, segundo a publicação, iniciativa, criatividade e talento. O relatório é inspirado no “30 under 30”, realizado pela Forbes americana há 4 anos. Entre atrizes, cantores e jogadores de futebol, Caio aparece como representante científico da lista, ao lado de fundadores de startups de tecnologia.

O estudante foi premiado pela Universidade de Harvard e pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) pelo desenvolvimento de uma “lanterna medicinal” portátil capaz de erradicar infecções provocadas por bactérias resistentes a antibióticos, usando apenas algumas frequências de luz.

Aluno de engenharia Elétrica da Escola Politécnica de Pernambuco (POLI/UPE), Caio foi selecionado pelo CsF e cursou dois semestres em Nova York, na Hofstra University. Lá, teve aulas de engenharia elétrica biomédica e, assim, conseguiu uma vaga para pesquisar em um dos laboratórios de maior prestígio no mundo, o Wellman Center for Photomedicine, em Boston.

Na lista da Forbes, estão ainda Chay Suede, Helena Bordon, Luan Santana, entre outros. Veja todos os nomes aqui.

Capes assina acordo com empresa farmacêutica para oferta de estágios

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) assinou nesta terça-feira, 29, um Memorando de Entendimento em Ensino Superior, Ciência e Pesquisa com a empresa farmacêutica Bayer S.A. Com atuação global nos setores de saúde, agronegócios e materiais inovadores, a empresa entra como parceira do programa Ciência sem Fronteiras (CsF) para ofertar estágio aos alunos da iniciativa.

Os programas de estágios durarão de seis meses até dois anos. O número de vagas de estágio, bem com os locais e períodos de contratação e a decisão final de contratação do estagiário, serão definidos exclusivamente pela Bayer, conforme necessidade e demanda de oportunidade nas regiões envolvidas.

Hoje, no Brasil, a empresa conta 4.500 colaboradores e está entre as cinco maiores operações do grupo no mundo, com duas fábricas localizadas em São Paulo, cidade onde também está sua sede brasileira, e Belford Roxo, Rio de Janeiro.

CNPq e British Council firmam acordo para ampliar a cooperação científica entre Brasil e Reino Unido


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O presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Glaucius Oliva, e a Diretora global de Educação e Sociedade do British Council, Jo Beall, firmaram hoje (30/04), em Miami, um acordo para o desenvolvimento do programa Researcher Links, que tem como objetivo a realização de workshops de pesquisa e encontros entre jovens cientistas do Reino Unido e do Brasil, enfatizando o estabelecimento de futuras colaborações em pesquisa.

A assinatura foi feita durante a conferência internacional Going Global, um fórum anual para líderes discutirem a internacionalização da educação, organizado pelo British Council e que conta com a participação de mais de mil delegados vindos de 70 países diferentes, sendo 45 participantes brasileiros. O Researcher Links já acontece em parceria com a FAPESP, para pesquisadores de São Paulo. “No ano passado o Brasil foi o país com o maior número de propostas. Foram recebidos 58 trabalhos, sendo que sete foram selecionados para receberem apoio. O acordo com o CNPq ampliará o alcance do programa por todo o Brasil”, diz Claudio Anjos, diretor de Educação de Sociedade do British Council no Brasil.

Sobre o British Council – O British Council é a organização internacional do Reino Unido para oportunidades educacionais e relações culturais. Seu trabalho busca estabelecer a troca de experiências e criar laços através do intercâmbio de conhecimento e de ideias entre pessoas ao redor do mundo. Atua em cinco áreas: Educação, Língua Inglesa, Artes, Esportes e Exames. A organização está presente em mais de 100 países, com parceiros como os governos em diversas instâncias, organizações não governamentais e iniciativa privada. No Brasil, tem escritórios em Rio de Janeiro, Recife e São Paulo. Para mais informações, visite o site http://www.britishcouncil.org.br. Com informações e foto do British Council.

Mestrado e doutorado: 140 programas de pós recebem nota máxima

Dos 3.337 programas de pós-graduação existentes no país, 406 (12%) têm padrão de qualidade internacional, conforme dados divulgados hoje (10) pelo Ministério da Educação a partir de avaliações feitas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), entre 2010 e 2012. A avaliação usa escala de 1 (pior nota) a 7 (melhor nota). Os programas com nível internacional obtiveram pontuações 6 e 7.

Os 3.337 programas de pós-graduação somam 5.082 cursos, sendo 2.903 de mestrado, 1.792 de doutorado e 397 de mestrado profissional.

Do total, 1,8% dos programas (equivalente a 60) tiveram as notas mais baixas, 1 e 2, e poderão ser descredenciados. “É só 1,8% dos cursos, são poucos cursos. Mas de qualquer forma nós não negociamos o que é o padrão mínimo de qualidade”, disse o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Na avaliação de 2010, 2,2% dos programas foram descredenciados, na ocasião, pouco mais de 4 mil foram avaliados.

Conforme os dados divulgados hoje, quase 70% dos programas mantiveram a mesma nota da última avaliação, em 2010, enquanto 23% conseguiram melhorar a pontuação. Os resultados apontam que 4,2% tiveram nota máxima (7); 8% tiveram nota 6; 17,9% conseguiram nota 5; 36,5% obtiveram pontuação 4; e 31,6% tiveram nota 3.

Formação do professores, produção intelectual e infraestrutura estão entre os quesitos avaliados. A maioria dos programas concentra-se nas áreas de ciências da saúde e humanas.

De acordo com a Capes, o número de mestres e doutores cresceu no período analisado. Em 2012, 42.780 mestres se formaram no país, ante 35.965, em 2010. Os doutores titulados passaram de 11.210 para 13.879 no mesmo período, e os mestres profissionais, voltados para o mercado de trabalho, aumentaram de 3.236 para 4.251.

Os cursos de pós-graduação têm, atualmente, 56.890 professores permanentes e uma produção de quase 1,5 milhão de artigos, livros e produções técnicas.

Entre 2010 e 2013, o Brasil teve 23% de crescimento na quantidade de programas de pós-graduação. Segundo a avaliação, nesse período, a alta chegou a 40% na Região Norte, passando de 121 para 170. No Nordeste, com 655 programas, houve um crescimento de 33%; no Sudeste, são 1.560 programas, o aumento registrado é 14%; no Sul, são 648, alta de 25%; e no Centro-Oeste, o aumento chegou a 37% (268 programas). “Nós tínhamos um estado, como o Amazonas, que tinha menos doutores do que uma universidade, como a USP. Nós estamos mudando essa realidade no país fazendo, um grande esforço para essa desconcentração”, disse Mercadante.

As notas dos programas podem ser consultadas no site da Capes. Informações da Agência Brasil.

Capes seleciona 22 professores pesquisadores brasileiros para atuarem como visitantes nos EUA

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) divulga nesta sexta-feira, 6, o resultado do edital n° 33/2013, referente ao Programa Professor/Pesquisador Visitante nos EUA. Foram selecionados 22 professores brasileiros para ministrar aulas, realizar pesquisas e desenvolver atividades de orientação técnica e científica em renomadas instituições de ensino superior nos EUA.

O objetivo do programa é destacar no meio universitário e de pesquisa dos EUA a atuação de cientistas brasileiros em diversas áreas do conhecimento, promover o mais alto nível de aproximação, diálogo e aprofundamento no conhecimento mútuo das respectivas culturas e sociedades. Os selecionados receberão mensalidade no valor de US$ 2.300, com valor adicional de US$ 400,00 no caso de cidade de alto culto, auxílio deslocamento ou passagem aérea de ida e volta, a critério da Capes, auxílio pesquisa mensal no valor de US$ 1.500; auxílio instalação, pago em parcela única, no valor de US$ 1.500; e seguro saúde. Acesse o resultado.

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