Pós-graduação brasileira teve avanço qualitativo na última década

Na última década, todos os níveis de formação cresceram em número de cursos. De 2007 a 2017, praticamente dobrou a quantidade de cursos de doutorado – nível mais alto da formação acadêmica. Nesse período, os cursos de mestrado profissional mais que triplicaram e o número de mestrados acadêmicos cresceu 65%. Merece destaque o crescimento do número de programas de excelência, considerados de qualidade internacional. Além da expansão quantitativa, houve uma desconcentração dos cursos, que se espalharam pelo país. Em 2007, 14 unidades da federação não contavam com programas de notas 6 ou 7. Atualmente, 10 estados não possuem programas de excelência: Acre, Rondônia, Roraima, Amapá e Tocantins, na região Norte. No Nordeste, Piauí, Alagoas e Sergipe. Na região Centro-Oeste, o estado do Mato Grosso. No Sudeste, o Espírito Santo. Na região sul, todos os estados possuem programas de alto padrão.

O número de alunos que concluíram seus cursos também teve aumento expressivo. Se comparados os períodos avaliativos 2010-2012 e 2013-2016, houve crescimento de 59% na quantidade de mestres formados. A titulação de doutores cresceu quase 94%, e foi registrado crescimento de 193% na titulação de mestres profissionais. A produção intelectual dos programas também teve um crescimento expressivo entre os dois últimos períodos de avaliação. Houve crescimento de 89% no número de artigos em periódicos e 80% na produção de livros ou capítulos de livros.

Com relação ao modelo de avaliação, a última avaliação apresentou as duas grandes mudanças da década: o período de avaliação foi estendido de três para quatro anos e os procedimentos de coleta e tratamento de dados foram informatizados com o uso da Plataforma Sucupira. Para o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Abílio Baeta Neves, a última década apresentou um crescimento coerente do sistema. “O resultado mostra que o sistema vem crescendo e ganhando qualidade. Nosso modelo avaliativo se mostra capaz não só de perceber o avanço da pós-graduação, mas também de apontar necessidades de correção para instituições e programas”, enfatizou Baeta Neves.

Fonte: CCS/CAPES

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