Setor de jogos digitais registra mercado de trabalho em expansão

Saiba como se preparar na área

Enquanto a economia brasileira se reinventa para atravessar uma das principais crises da história, o mercado de jogos digitais está em expansão e oferece salários atrativos. Levantamento feito pela NewZoo, uma das principais condutoras de pesquisas sobre a indústria dos games no mundo, em oito anos, o número de empresas desenvolvedoras de games no Brasil aumentou em quase 600%. Impulsionado pela popularização dos smartphones e dos tablets, em 2016, o setor faturou US$ 1,6 bilhão no país, um aumento de 25% em relação a 2014, quando o mercado brasileiro de jogos digitais movimentou US$ 1,28 bilhão. Os números confirmam os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apontam crescimento real dos serviços de informática. O país é hoje o 4º maior consumidor do mundo.

Entre as consequências do cenário, há também a busca pela profissionalização para atender a demanda de mão-de-obra qualificada. “O amadurecimento das indústrias de jogos, o crescimento do mercado e do faturamento das empresas estão levando as pessoas a enxergarem os jogos digitais como um setor de trabalho promissor e não mais como um entretenimento. Com isso, a procura por cursos de qualidade aumentou, já que as pessoas estão percebendo que, para participar deste sucesso, é preciso estar bem preparado”, explica Alexandre Chacon, professor do curso de Jogos Digitais no Centro Universitário IESB.

E as opções para quem almeja trabalhar na área são amplas. O campo é multidisciplinar e envolve diferentes atuações, como desenvolvimento de projetos relacionados à área de hipermídia e interfaces digitais, animação, áudio, programação, design, entre outras atividades. Trabalhar com ferramentas e plataformas para criação de jogos, bem como em canais de comunicação via web, produtoras de websites, agências de publicidade e veículos de comunicação também estão entre as áreas onde se pode atuar. “No curso, estudamos desde a ideia conceitual de um jogo, passando pela criação de arte em 2D e 3D, até programação, animação, interação com o usuário, áudio, efeitos especiais, roteiro e etc. Desta forma, apesar de a criatividade ser o eixo condutor, pode-se dizer que o campo engloba diferentes aptidões. Quem gosta de música pode trabalhar mais com a sonorização, os que preferem desenhos, com criações de personagens e cenários, já os que gostam de matemática trabalham mais com a programação e assim por diante”, orienta o professor.

Arthur Corrêa, aluno do curso de Jogos Digitais do Centro Universitário IESB, está entre os que decidiram transformar o hobby em profissão. “Estou na faculdade e já trabalho em uma empresa de startup há um ano. Meu foco é programação e estou buscando me especializar ao máximo neste caminho”, disse o estudante, que já conquistou prêmio ao desenvolver um jogo de ação para celular. “Com certeza é um mercado em expansão, que envolve constantes pesquisas e atualizações. Estou confiante”, conclui o estudante.

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