Escola do DF desenvolve projeto de valorização do espaço escolar

Durante a Copa do Mundo no Brasil, muitos ficaram impressionados quando a torcida japonesa começou a limpar as arquibancadas dos estádios durante os jogos. A ação foi um reflexo da educação do povo japonês, que aprende, desde a infância, a cuidar de um patrimônio público. No Japão, o aluno não estuda apenas as matérias, mas aprende a se tornar um cidadão consciente. Atividades como varrer, passar pano no chão e servir a merenda fazem parte da rotina de todos na escola. No Brasil, a valorização do espaço escolar pelos alunos ainda não é uma prática comum, mas devemos incentivá-la o quanto antes. “O espaço físico escolar é um elemento indispensável a ser observado na educação”, afirma a professora de Pedagogia do Centro Universitário IESB, Onília Almeida. De acordo com a pedagoga, o ambiente deve ter como princípio oferecer um lugar acolhedor e prazeroso para o aluno, devendo ser explorado em uma relação de interação total de aprendizagem, de troca de saberes entre os pares, de liberdade de ir e vir, de prazer, de individualidades, de partilhas, enfim, de se divertir aprendendo. No entanto, é preciso que a escola compartilhe essa importância com todos. “Para muitas escolas, a cultura reinante é o problema da depredação de seu patrimônio. Nesse cenário, é importante que a comunidade escolar busque uma solução que incentive a participação efetiva por meio da aprendizagem de valores, como respeito, responsabilidade, cidadania, zelo, e colaboração. Cuidar da escola não é só papel do gestor, mas de todos que compartilham esse espaço, pois o patrimônio da escola é um bem que pertence a sociedade”, afirma Almeida.

É o que faz a escola CED 310 de Santa Maria, uma das instituições do Distrito Federal, que participa do 1º Prêmio Escola de Atitude. Em formato de gincana, a proposta visa promover a consciência cidadã dentro das unidades públicas de ensino por meio da percepção social de alunos e professores. “É importante que os estudantes se sintam donos também do espaço. O prêmio Escola de Atitude nos deu a possibilidade de intensificar as ações envolvendo sentimento de pertencimento e, consequentemente, a conservação do ambiente escolar com ações que são visíveis a todos”, explica o professor Luís Cláudio Lopes de Araújo, vice-diretor da escola. Desde que o trabalho foi intensificado, ele já percebeu uma mudança significativa entre os alunos, que participam do projeto e colocam a “mão na massa”, pintam paredes, bancos, varrem a escola, cuidam do jardim, entre outras atividades. “Tudo isso é uma caminhada e estamos no início. Dentro da escola nós já conseguimos perceber uma mudança de vários estudantes. Teve até o caso de um aluno que disse ao colega para não colocar o pé no banco porque ele havia pintado aquele objeto”, lembra o professor

O próximo passo, segundo o educador, é multiplicar esta consciência. “Apesar do excelente trabalho, ainda não conseguimos atingir a todos. Ainda há estudantes que depredam o patrimônio e não percebem o espaço como sendo deles. Por outro lado, estamos certos que estamos no caminho de uma evolução positiva. Agora, precisamos agregar esses estudantes ao grupo dos que já veem a escola como parte do seu ambiente de convívio e que precisa ser cuidada”, conclui Araújo.

 

 

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