IESB promove manifestação em prol dos Direitos das Mulheres

Professores e alunos do Campus Oeste do Centro Universitário IESB se reuniram nesta quarta-feira, 8/03, Dia Internacional da Mulher, para uma manifestação em Ceilândia. A ação chamou atenção para a questão da violência e opressão sofrida pelas mulheres, um problema ainda muito presente na sociedade brasileira.

Segundo o Mapa da Violência 2015, foram registrados 4,8 assassinatos a cada 100 mil mulheres, número que coloca o Brasil no 5º lugar no ranking de países nesse tipo de crime. Apesar dos avanços alcançados ao longo dos 10 anos de vigência da Lei Maria da Penha, o número de crimes praticados contra mulheres ainda é alarmante. De acordo com dados da Central de Atendimento à Mulher, do total de atendimentos realizados no 1º semestre de 2016, 12,23% (67.962) corresponderam a relatos de violência. Entre esses relatos, 51,06% estão relacionados à violência física; 31,10%, violência psicológica; 6,51%, violência moral; 4,86%, cárcere privado; 4,30%, violência sexual; 1,93%, violência patrimonial; e 0,24%, tráfico de pessoas. No Distrito Federal, a Secretaria de Segurança Pública e da Paz Social contabilizou, ano passado, 19 feminicídios e 4.453 ocorrências de lesão corporal dolosa, dentro e fora do ambiente doméstico, ainda foram registrados 8.279 ameaças.

Cidade mais populosa do DF, Ceilândia tem quase 490 mil moradores, sendo 51,82% desses do sexo feminino. Lá, inúmeros cursos do IESB prestam serviços gratuitos à sociedade, como o Núcleo de Práticas Jurídicas, que oferece assessoria jurídica gratuita à sociedade. “O NPJ possibilita que os nossos alunos enfrentem os problemas apresentados pela comunidade atuando com vários ramos do Direito, e de forma interdisciplinar com o curso de Psicologia, utilizando diferentes meios para prevenção ou solução dos conflitos. Esses estudantes tentam resolver as demandas administrativas ou jurídicas e fazem diagnósticos de eventuais demandas de interesse coletivo, contribuindo, assim, para a construção de uma educação cidadã”, afirma Any Ávilla, coordenadora do Curso de Direito do IESB e uma das idealizadoras do evento.

O Núcleo de Prática Jurídica da instituição constatou que a realidade da situação das mulheres em Ceilândia é preocupante. Em 2015, 60% do número de petições, recursos e outras diligências processuais realizadas pelo NPJ e 34% dos atendimentos jurídicos realizados foram diretamente relacionados às mulheres. Em 2016, do total de pessoas atendidas pelo NPJ, 42% de petições, recursos e outras diligências processuais foram para mulheres e 48,5% delas tiveram ajuda jurídica no local. Também a Clínica de Psicologia do IESB verificou a necessidade de cuidado especial para com a população feminina. Do total de pessoas atendidas desde o início deste ano, 65% são mulheres e destas, 30% já assumiram sofrer algum tipo de violência. “Acreditamos que o número pode ser ainda maior já que no início muitas pacientes sentem-se intimidadas em relatar qualquer problema, mas no decorrer do tempo, a situação de vulnerabilidade aparece”, afirma Roberval Ignácio, coordenador do curso de Psicologia do IESB Oeste.

Ao propor uma reflexão sobre a situação da população feminina hipossuficiente, o IESB está em consonância com outros movimentos sociais espalhados pelo mundo, como o argentino Ni Una Menos e o Women’s March, nos Estados Unidos. Durante a manifestação, docentes e estudantes da instituição também ofereceram gratuitamente atendimento psicológico, social, jurídico e estético às mulheres de Ceilândia.

 

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