58% dos consumidores preferem utilizar aplicativos na hora de escolher um transporte para não terem que conversar com ninguém

Ver o tempo de chegada do motorista representa apenas 12% da escolha

O avanço tecnológico causado pela internet nas últimas décadas mudou a forma de nos relacionarmos. Nos dias de hoje, é difícil encontrar alguém que não tenha celular, computador ou algum outro aparelho eletrônico com acesso à internet. Todo esse aparato tecnológico trouxe inúmeros benefícios. Entre eles, solicitar um serviço on-line está cada vez mais rápido e fácil. E entre os aplicativos que fazem o maior sucesso estão os serviços de táxi e transporte particular, utilizados por 20% dos usuários de aplicativos, segundo pesquisa feita pela empresa Opus Software, em 2015.

No entanto, um estudo realizado no curso de Psicologia do Centro Universitário IESB, feito pela recém-graduada Katarine de Melo Sousa e orientado pelo professor Mestre Luiz Carlos Victorino, aponta um fator determinante para o sucesso e crescimento desses serviços: 58% deste público afirmam escolher os aplicativos de táxi e transporte privado pelo fato de não precisarem falar com ninguém. “Eles evitam esse tipo de contato feito pela ligação telefônica e não mencionam a socialização e a afetividade como fator importante em suas compras”, explica Sousa.

Em seguida, 22% dizem utilizar o aplicativo porque podem ver a localização do carro e 12% pela possibilidade de ver a previsão do tempo de chegada do motorista, sendo que 50% desses usuários estão sempre conectados na internet de seu dispositivo móvel. O estudo foi realizado por meio de um questionário on-line, direcionado a 45 consumidores.

Para o professor Victorino, o estudo revela um fenômeno que estamos vivenciando cada vez mais. “O estudo torna possível uma compreensão do atual comportamento do consumidor e confirma que a mobilidade afeta a socialização do indivíduo nesse contexto. Na discussão se a tecnologia junta ou afasta as pessoas, o que percebemos é que os consumidores de hoje estão utilizando os aplicativos e as redes sociais não só para se beneficiarem da praticidade da rede, mas, principalmente, para escolher quando e com quem elas querem falar. É um exemplo do individualismo conectado, uma tendência nos estudos de psicologia de grupo da atualidade”, explica o docente do IESB.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: