A reforma do ensino médio

Edson Machado

Sobre a Medida Provisória (MP), que reestrutura e flexibiliza o ensino médio no país, vale destacar que essas tentativas já foram feitas, desde o tempo em que o ensino médio era oferecido em duas programações, o científico e o clássico. Além disso, durante anos, o ensino técnico profissional foi oferecido, mas não era considerado equivalente ao ensino médio, mas sim uma alternativa.

Durante os debates que deram origem a primeira Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), em 1961, a questão mais discutida era a desvinculação do ensino técnico profissional em relação ao ensino médio. Esse debate nunca foi claro sobre o que pretendiam do ensino médio, até que veio a desastrosa experiência de tornar obrigatório o ensino técnico profissional. Experiência que durou muito pouco pela impossibilidade de implantar o ensino técnico em todas as escolas de ensino médio no país.

A nova proposta parece ser uma espécie de simbiose das experiências anteriores. Há alguns pontos positivos, como a insistência do ensino de Língua Portuguesa e Matemática, a formulação de uma Base Nacional Comum Curricular em substituição aos tradicionais currículos mínimos e o aumento do número mínimo de horas, com liberdade para os sistemas de ensino definirem as matérias obrigatórias e o estimulo a implantação do ensino em tempo integral. Do lado negativo, esta MP, lamentavelmente ensaia o fim do ensino de artes e da prática da educação física.

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