Estudantes da rede pública ficam com 861 das 2 mil vagas do PAS

Alunos da rede pública do Distrito Federal fizeram bonito no Programa de Avaliação Seriada da Universidade de Brasília (PAS-UnB). Dos 2 mil aprovados na terceira etapa, 861 estudavam em escolas do governo, segundo informação da Secretaria de Educação do DF (SEDF). Só no Centro de Ensino Médio Setor Oeste (Cemso), instituição da Asa Sul, 56 conquistaram uma vaga em cursos como direito, relações internacionais e engenharia da computação.

A diretora da escola, Ana Maria Gusmão, conta que esperava o bom desempenho e os altos níveis de aprovação, tradição do Setor Oeste. A surpresa foi que, apesar da greve deflagrada no fim do ano letivo  — momento primordial para estudantes de ensino médio que tentam vaga na universidade —, os números chegaram a ultrapassar os da última edição do PAS. “A espinha dorsal da nossa escola é a preparação para provas seletivas, como Enem, PAS e Sisu, mas o mérito é dos alunos. Muitos moram longe, acordam de madrugada para estar aqui todos os dias. São vitoriosos”, elogia.

Aprovada em relações internacionais, Janayna Martins aponta justamente a greve dos professores, ocorrida entre outubro e novembro do ano passado, como a maior dificuldade enfrentada. A garota de 17 anos relata que se esforçou para não ser prejudicada pela paralisação. “Eu não esperava passar, porque a concorrência era grande, e 2015 foi um ano muito conturbado. A gente estava em casa quando deveria estar na escola. Revisei, estudei, tentei me recuperar por conta própria e deu tudo certo.”

O Cemso teve três alunos aprovados em direito, um dos mais concorridos cursos da UnB. Mayra Luiza Santana, 17, foi um deles. “Passei por muita pressão, porque o curso que escolhi é um dos mais disputados. Mas a minha família, os professores e os meus amigos acreditaram em mim”, conta. Quem também integra a lista de novos alunos de direito é Amanda Celeste, 17. “Minha família não me pressionou. Pelo contrário. Eles diziam que, mesmo se eu não passasse agora, com certeza conseguiria depois. A maior pressão partia de mim mesma. Eu estudava muito. Foi cansativo, mas eu precisava saber que fiz tudo o que podia”.

Fonte: Correio Braziliense

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