Estudantes falam sobre o Ciência sem Fronteiras

Esta semana, o blog Edson Machado conversou com Ana Paula Rodrigues Berçot e Ana Clara Caetano, estudantes da Universidade de Brasília (UnB) que participaram do Ciência sem Fronteiras, nos Estados Unidos.

 

Aluna do curso de Estatística, Ana Paula ficou entre junho de 2014 e julho de 2015 na Califórnia State University East Bay. “Recomendo porque é uma experiência sensacional, com crescimento para a vida toda. No entanto, é preciso que o estudante avalie alguns pontos, como por exemplo, a duração do curso, e focar em seus objetivos profissionais”, orienta Ana Paula.

Já Ana Clara Caetano estudou um ano e quatro meses na University of Wisconsin-Madison. Aluna do curso de Farmácia na UnB, ela também aprovou sua participação no programa, conta o que aprendeu, mas também destaca alguns desafios. 
Ana Paula

Este ano, de acordo com reportagem no jornal Folha de São Paulo, o governo decidiu congelar a oferta de novas bolsas do Ciência sem Fronteiras para 2016, diante da falta de recursos que levou a equipe econômica a enviar ao Congresso um orçamento com previsão de déficit.

Segundo a Folha, o orçamento definido pela equipe econômica para o programa no próximo ano, em 2,1 bilhões de reais, é suficiente apenas para a manutenção de estudantes que já estão no exterior.

Segundo a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), os recursos previstos serão usados para “custear 13.330 bolsas entre graduação e pós-graduação” em 2016 sob a sua responsabilidade. O CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), outra agência federal de fomento à pesquisa, terá recursos para outros 22.610 benefícios.

O jornal diz que assessores da presidente Dilma Rousseff chegaram a defender uma redução ainda mais drástica no programa, mas a ideia foi descartada, diante dos efeitos negativos que a medida poderia provocar.

Em comparação com o orçamento deste ano, de 3,5 bilhões de reais, os recursos do Ciência sem Fronteiras em 2016 terão corte de 40,3%. Um porcentual acima disso levaria à interrupção dos estudos de quem já foi selecionado e embarcou para uma universidade lá fora.

O programa, lançado em julho de 2011, se tornou uma das principais bandeiras do governo na educação. Após a abertura de 101 mil vagas até o ano passado, a promessa para o segundo mandato foi a de criar mais 100 mil bolsas. Vale ressaltar que o preço do dólar elevou os custos do programa, que tem desembolsos não só com o pagamento de benefícios aos alunos, como para instituições de ensino superior que acolhem os brasileiros.

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