Didier Viviers debate Universidade e Cultura

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O historiador e arqueólogo Didier Viviers, reitor da Universidade Livre de Bruxelas (ULB), esteve em Brasília para participar de uma conferência especial promovida pela Comissão UnB.Futuro, da Universidade de Brasília (UnB).

Com o tema “Universidade e Cultura”, a conferência de Didier Viviers ressaltou a importância de se considerar aspectos da cultura – e não somente aqueles que visam resultados econômicos – nas instituições de ensino. Para ele, associar universidade e cultura é ao mesmo tempo uma evidência e uma raridade superior. “São poucas as instituições que conseguem quebrar seus paradigmas e instituir políticas de maior valorização da cultura”, disse o professor.

Reitor da ULB desde 2010, Viviers tem desenvolvido na instituição ações que valorizam manifestações artísticas, promovendo a cultura como aliada à produção de conhecimento. Para o pesquisador, três propostas são importantes na atuação das universidades como instituições culturais. Em primeiro lugar, é necessário ir na contramão de algumas visões mais utilitaristas, que consideram somente o desenvolvimento econômico como função da universidade. Para Viviers, é importante que a Academia exerça o papel de gerar empregos e formar trabalhadores em potencial, no entanto, ela não deve se limitar a essa função. “O que a universidade deve produzir são estudantes capazes de se adaptar, evoluir e criticar, e não simplesmente tecnólogos”, disse o professor.

 

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Como segunda resposta para aliar a cultura à universidade, o conferencista sugere que temos que aprender a lidar com dificuldades básicas, como aquelas relacionadas ao financiamento público. Apesar de haver a necessidade de se buscar fontes de financiamentos privados, o aporte público deve nortear demandas, sendo preciso garantir a autonomia das instituições.

Em terceiro lugar, de acordo com o pesquisador, é importante falar em cultura num contexto de crise e lembrou que, apesar da Europa Ocidental enfrentar momentos constantes de crise, as universidades têm trabalhado muito para oferecer alternativas positivas para esse contexto. Para Didier Viviers, a subjetividade faz parte de toda construção científica, inclusive nas ciências ditas exatas. “Por isso, uma formação universitária hoje não deveria deixar de lado os confrontos relativos às manifestações artísticas e as diversidades culturais”, concluiu o professor.

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Fonte/fotos: UnB.Futuro

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