Educação superior com qualidade é desafio para os BRICS

Brasil, Índia, China e África do Sul, países que, juntamente com a Rússia, compõem o grupo BRICS de importantes economias emergentes, enfrentam o desafio de atender à crescente pressão de suas populações e de suas economias, cada vez mais integradas a um sistema internacional competitivo e inovador, por mais vagas em cursos superiores capazes de oferecer uma educação de qualidade.

 

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Alunos da Universidade de Shenzen, China/Foto: Darrel Ronald

 

Numa série de apresentações exibidas durante o seminário Ensino Superior e Desenvolvimento; A Experiência dos BRICS, realizado na Unicamp em novembro de 2012, representantes dos quatro países exibiram dados de seus sistemas de educação terciária e mostraram as perspectivas para um crescimento com qualidade.

Tratando do caso brasileiro, Clarissa Baeta Neves, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, apresentou os números da expansão do setor no Brasil, na última década, onde o total de vagas disponíveis no ensino superior saltou de 1,2 milhão em 2000 para 3,2 milhões em 2011, sendo que o principal motor do crescimento foi a iniciativa privada, que no período praticamente triplicou a oferta, passando de 970 mil vagas para 2,7 milhões.

A pesquisadora apontou ainda que, ao mesmo tempo em que há vagas ociosas – a ocupação era de 52% em 2011 – há também uma forte demanda potencial reprimida, formada por jovens da faixa etária adequada ao ingresso no ensino superior que não conseguem terminar o ensino médio, ou que não atingem o aproveitamento necessário nessa etapa escolar para ter acesso às universidade: de mais de 3 milhões de estudantes que iniciam o ensino médio, apenas 2 milhões chegam ao último ano, e pouco mais de 1,6 milhão ingressam na educação de terceiro grau, ainda de acordo com dados de 2011.

O trabalho conclui que é urgente superar as deficiências do ensino primário e secundário no Brasil, tanto em termos de qualidade quanto de acesso, e que os modelos de financiamento da educação superior precisam ser revistos, tanto no setor privado – onde o estudante arca com todo o custo da operação – quanto no público, para “garantir uma inclusão social ampla e eficiente”.

Leia matéria completa no site da Revista Ensino Superior Unicamp

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