UnB: Enem no lugar do vestibular

O Decanato de Ensino de Graduação (DEG) vai propor adesão ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do Ministério da Educação e a utilização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como forma de seleção para a Universidade de Brasília em substituição ao vestibular. A medida não afeta o Programa de Avaliação Seriada (PAS), que seria completamente mantido, nem a reserva de 20% para cotas raciais. A proposta será apresentada ao Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) em reunião desta quinta-feira 17, a partir das 14h.

 

Atualmente, a UnB usa o Enem para selecionar candidatos somente para vagas remanescentes do vestibular. “Nossa proposta é levar esse processo de discussão ao Cepe e, em seguida, dialogar com os colegiados das faculdades e institutos”, explica o decano José Américo Garcia. Se o debate amadurecer, o DEG espera poder utilizar o Enem já no primeiro vestibular de 2013. “Toda mudança é complexa, exige adaptações, por isso a prioridade é discutir”, afirma o professor.

Das vagas oferecidas pela UnB anualmente, cerca de 75% são oriundas do vestibular, que é realizado uma vez a cada semestre. Estão incluídos nesse percentual os 20% de cotas raciais. Outros 25% são as vagas destinadas pelo PAS, instrumento de seleção idealizado pela UnB e que não sofrerá alteração.

 

Vantagens – José Américo vai argumentar que aderir ao Sisu qualifica o processo seletivo da Universidade. “Candidatos de todo o país terão a oportunidade de escolher a UnB. Sendo uma das melhores instituições de ensino do país, vamos receber os melhores alunos daqui e de vários estados”, diz. O Sisu é um sistema informatizado do MEC no qual as instituições públicas de ensino superior oferecem vagas para candidatos que prestaram o Enem. A seleção é realizada duas vezes ao ano, quando os candidatos se inscrevem no sistema, que os classifica conforme a nota e o número de vagas.

Cada universidade inserida no Sisu pode atribuir pesos diferentes à prova do Enem, adaptando a avaliação às necessidades acadêmicas da instituição. Além disso, segundo José Américo, a aplicação do Enem no país é feita por consórcio que inclui o Centro de Seleção e Promoção de Eventos (Cespe) e a metodologia das provas do exame nacional foi inspirada no próprio vestibular da UnB.

 

A única exceção do Sisu é não incluir seleção para cursos a distância e aqueles que exigem habilidades específicas, como os de Artes, Música e Arquitetura e Urbanismo. “Nesses casos, manteríamos a seleção tradicional”, explica José Américo. Quanto ao sistema de cotas, os candidatos com esse perfil que fizerem o Enem optariam por concorrer à seleção diferenciada no próprio Sisu, no momento de se inscrever para a UnB.

Segundo José Américo, um dos objetivos do Sisu é ampliar a proporção de jovens entre 18 e 24 anos nas universidades. No Brasil, cerca de 13% dos jovens dessa faixa estão matriculados, menos que países latino-americanos como Argentina, Chile, México e Uruguai.

Atualmente, apenas duas universidades no Centro-Oeste não aderiram ao Sisu: a UnB e a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), no Mato Grosso do Sul. Em todo o país, 48% das instituições públicas de ensino superior participam do Sisu e oferecem suas vagas por meio do Enem. Outras 52% que estão fora do sistema também utilizam o Enem como bônus na nota do vestibular, ou mesmo parte da nota do vestibular, inclusive a UnB, que destina algumas vagas remanescentes com base em nota do exame.

Fonte: UnB Agência

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