Entrevista: Eunice Ribeiro Durham

A edição de abril da revista Ensino Superior, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), traz uma entrevista com a antropóloga Eunice Ribeiro Durham. Na reportagem, a especialista relembra sua trajetória, fala sobre política educacional e o trabalho de Edson Machado na educação do país.

Foto: Simon Schwartzman, arquivo pessoal.
Eunice Durham - As pessoas mais jovens não têm experiência
de um tempo em que essa burocracia toda não existia.
Até reclamam, mas parece que ficou natural. Não é natural

Uma das primeiras intelectuais a estudar a fundo o sistema de educação superior brasileiro, a antropóloga Eunice Ribeiro Durham, livre docente da Universidade de São Paulo, foi presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) de 1990 a 1991 (além de curtos períodos em 1992 e 1995), Secretária Nacional de Educação Superior (1991 a 1992) e Secretária Nacional de Política Educacional (1995 a 1997). É fundadora e pesquisadora permanente do Núcleo de Pesquisa de Políticas Públicas (NUPPs) da Universidade de São Paulo.

“… E uma vez que a gente começa a pesquisar no Brasil, com um mínimo de seriedade, você se torna um expert… Havia três ou quatro experts no Brasil, que eram o Simon, eu, o Claudio de Moura Castro e o Edson Machado. Machado criou os Institutos Tecnológicos, foi diretor do DAU, o Departamento de Assuntos Universitários do Ministério da Educação [entre 1974 e 1979]. Foi presidente da Capes [de 1982 a 1989].

A minha carreira no governo segue um pouco a do Machado: eu também fui presidente da Capes, ele também assessorou o Goldemberg. Quando o Goldemberg saiu, ele assumiu a Secretaria de Ciência e Tecnologia [entre 1991 a 1992], que naquela época não era ministério. Depois, quando o Paulo Renato [Souza, ministro da Educação de janeiro de 1995 a janeiro de 2003] foi lá, pediu para Machado assumir a chefia de gabinete do MEC [cargo que Machado exerceu entre 1995 e 2001].

E daí realmente, sabe, a gente fazia reunião com o Machado e ele não só conhecia o sistema, como tinha vivido a história do sistema. Eu não, eu entrei sabendo de fora, mas todo aquele período básico da reforma universitária, Machado estava trabalhando no ministério. Uma pessoa que pensava o sistema e indicava esses mesmos problemas que a gente foi descobrindo, inventando a roda outra vez”.

 Clique aqui para ler a entrevista completa.

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