Pedagogia da Hora oferece educação e nova chance a jovens infratores de Ceilândia

De 2015 a 2016, o sistema socioeducativo do Distrito Federal registrou uma redução de quase 15% no número de internos menores de idade que cometeram infrações como roubo, agressão, tráfico de drogas e pequenos delitos. O padrão decrescente pode ser o reflexo da sensibilização entre justiça, governo e sociedade com foco na reinserção desses jovens na sociedade. Como, por exemplo, o programa Pedagogia da Hora, iniciação cientifica desenvolvida pelo Centro Universitário IESB em parceria com a Secretaria da Criança e do Adolescente e Secretaria de Educação do DF. A proposta é seguir as diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente, oferecendo aos menores infratores o direito à educação, condições para o exercício da cidadania e qualificação para o mercado de trabalho. Para isso, a iniciativa oferece cursos e oficinas a jovens de 12 a 18 anos que cumprem medidas socioeducativas de liberdade assistida e prestação de serviço à comunidade, encaminhados pela Unidade de Atendimento Meio Aberto (UAMA) de Ceilândia. As aulas – 10 a 20 encontros por semestre – são ministradas por estudantes voluntários do curso de Pedagogia do IESB, sob a supervisão da professora Onilia Almeida, autora do projeto, com a colaboração de docentes de várias áreas da instituição, como Nutrição e Ciência da Computação. Neste semestre, participam os alunos Nathália Ribeiro (bolsista da iniciação científica) Bruna Maria de Sousa, Graciele Gomes, Iara Araújo Silva, Jocinete Dias, Saionara Martins, Tereza Arruda e Adna Silva. “O programa é uma ação multidisciplinar que busca um elo de comprometimento entre colaboradores, docentes, discentes e a comunidade em seu entorno. Para esses jovens, a iniciativa tem um sentido de inclusão social e pode significar o retorno à escola, a entrada no mercado de trabalho, um estágio ou o início de um curso profissionalizante”, explica a dra Onília Almeida.

O Pedagogia da Hora funciona desde maio de 2016, quando foram atendidos 15 jovens. Hoje, em sua segunda edição, 37 adolescentes, entre meninos e meninas, participam das atividades, que incluem aulas de informática, gastronomia, criação de blog, produção de textos, empreendedorismo, educação financeira, dicas para elaboração de currículo, de como se comportar em entrevista de emprego, gamificação e ginástica cerebral para estimular as funções cerebrais, entre outros. “Eles chegam desconfiados e com a autoestima muito baixa. Para eles, no começo, o programa é uma medida punitiva, mas, com o tempo, a percepção muda e podemos ver um futuro melhor nos olhos desses adolescentes. Muitos não querem nem deixar o projeto depois de cumprir a medida”, avalia a professora.

Patrícia (nome fictício), de 16 anos, é uma das menores de idade que participa do Pedagogia na Hora. Para ela, o que era obrigação, aos poucos, se transformou em motivação. “Participar do projeto realmente me ajudou a encontrar um caminho melhor. Além de aperfeiçoar meu currículo, me incentivou a voltar a estudar. Agora tenho o sonho de ser professora”, disse Patrícia, uma das 20 jovens que completou o programa e receberá, nesta quinta-feira, 29 de junho, seu certificado de conclusão. De acordo com a professora Onilia, a ação traz benefícios a todos envolvidos. “Além de oferecer uma nova oportunidade a esses rapazes e moças, para os nossos estudantes é uma experiência que estimula a participação cidadã além da sala de aula, colocando em prática conhecimentos de forma responsável e solidária em situações reais”, conclui a docente.

 

Edital seleciona projetos para cooperação acadêmica com a Noruega

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) divulgou nesta segunda-feira, 19, o novo edital do programa CAPES/SIU, que apoia projetos conjuntos de pesquisa e fomenta a mobilidade de docentes e de estudantes de pós-graduação do Brasil e da Noruega em todas as áreas do conhecimento. As inscrições vão até o dia 11 de setembro e são gratuitas, admitidas exclusivamente pela internet, mediante o preenchimento do formulário de inscrição e o envio de documentos eletrônicos. As propostas de projetos conjuntos deverão ser apresentadas simultaneamente no Brasil e na Noruega. O início das atividades está previsto para o abril de 2018.

O edital selecionará até cinco projetos conjuntos de pesquisa com objetivo de fortalecer a cooperação entre instituições de ensino superior e de pesquisa do Brasil e da Noruega, fomentando a colaboração e o intercâmbio científico entre grupos de pesquisa e desenvolvimento brasileiros e noruegueses, assim como a promover a mobilidade de docentes e de estudantes de pós-graduação no nível de doutorado e de pós-doutorado. São itens financiáveis no âmbito do Programa: recursos de manutenção do projeto, missões de trabalho e missões de estudos. Mais informações na página do programa. Acesse o edital(CCS/CAPES)

“Short Connections” no Museu Nacional

 

A exposição “Short Connections”, do artista plástico Tarciso Viriato, está em cartaz no Museu Nacional da República, até o dia 02 de julho, com 50 obras inéditas, entre colagens, desenhos e pinturas. Os trabalhos traçam um perfil da frenética produção dos últimos 10 anos do artista. Hungria, Polônia, Bélgica e EUA, lugares por onde passou, trouxeram inspiração para a produção da mostra. De terça a domingo, das 9h às 18h30, com entrada gratuita.

 

Bolsas de mestrado para pesquisas sobre mandioca

A Fundação Nagib Nassar para Desenvolvimento Científico e Sustentável (Funagib) oferece três bolsas para mestrandos que desenvolvam pesquisas com mandioca. O valor da bolsa é R$ 1.800 mensais, pagos pelo período de 18 meses. As inscrições podem ser feitas até o dia 27 de julho.

Mais informações: funagib.geneconserve.pro.br

USP e Secretaria Estadual de Educação lançam programa “Vem pra USP!”

Dirigentes da USP e da SEE participaram do evento, que também contou com a presença de estudantes da Escola Estadual Ítalo Bettarello (Foto: Cecília Bastos/USP Imagens)

A Universidade de São Paulo (USP) e a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (SEE) assinaram, no dia 19 de junho, um protocolo de intenções para a criação do programa “Vem pra USP!”. A iniciativa tem como objetivo o desenvolvimento de ações para incentivar o acesso dos estudantes da rede pública de ensino aos cursos de graduação da Universidade. Alunos de 1º, 2º e 3º anos do ensino médio poderão participar do programa, que consistirá em uma competição de conhecimentos.

Os mais bem avaliados na competição receberão um certificado especial da Universidade e poderão participar de aulas preparatórias para o vestibular e de monitoria de estudos on-line, de acordo com o ano que estiverem cursando. As atividades, elaboradas por professores do cursinho popular da Escola Politécnica (Poli) e do Instituto de Matemática e Estatística (IME), serão desenvolvidas no sistema e-Aulas da USP, que é o serviço web de conteúdos educacionais em mídia digital produzidos pela Universidade.

Além disso, os estudantes do 3º ano receberão isenção da taxa de inscrição do Vestibular da Fuvest e terão acesso à USP e aos institutos de pesquisa, por meio de visitas guiadas, para que possam conhecer a rotina dos cursos de graduação.

Competição

A Competição USP de Conhecimentos será organizada pela Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest) e terá duas fases. A primeira consistirá em uma prova on-line com questões de múltipla escolha de conhecimentos gerais e atualidades. Os estudantes com melhor desempenho nessa etapa passarão para a segunda fase, que acontecerá presencialmente nas unidades do programa “Escola da Família” da SEE, em regiões definidas previamente. A prova desta fase terá 45 questões de múltipla escolha nas áreas de matemática (15), português (15), ciências (10) e conhecimentos gerais (5).

A previsão é que as inscrições sejam abertas no segundo semestre e as provas sejam aplicadas no mês de setembro. A expectativa para o programa é a que ele envolva os mais de 1,5 milhão de estudantes matriculados no ensino médio da rede pública do Estado de São Paulo.

Valorização

Na abertura da cerimônia, coube ao pró-reitor de Graduação da USP, Antonio Carlos Hernandes, que coordena o projeto, fazer a apresentação do programa. O pró-reitor destacou que um dos principais objetivos do “Vem pra USP!” é a valorização dos estudantes das escolas públicas. Para o reitor Marco Antonio Zago, “um dos principais limitantes é a [pequena] quantidade de alunos de escolas públicas que se inscrevem no Vestibular. Queremos trazê-los para a Universidade e este é um passo importante”.

O secretário Estadual de Educação, José Renato Nalini, avaliou o projeto como “audacioso” e ressaltou a importância da parceria com a Universidade. “Estamos aproximando realidades que precisam conviver entre si, dando a oportunidade para os estudantes ingressarem em uma das melhores escolas do mundo”, considerou.

Dirigentes da USP e da SEE participaram do evento, que também contou com a presença de estudantes da Escola Estadual Ítalo Betarello, localizada na zona norte de São Paulo. A escola foi batizada em homenagem ao professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.

Fonte: Jornal USP

Origem e peculiaridades da pesquisa de fenômenos sociais nas ciências com o uso de grupos focais

Ensino Superior Unicamp

Uma busca por “focus group” e “research” no Google (21/4/2016), provocando uma interseção entre os dois termos entre aspas, retornou 9,29 milhões de documentos. Dentre esses milhares de retornos, surgem diversos artigos científicos que expõem o uso de grupos focais como fonte de dados e que permitem um aprofundamento de fenômenos sociais – por exemplo, no contexto da produção científica, da educação e gestão em ciências.

Um estudo pela American Association for the Advancement of Science (AAAS) utilizou grupos focais para coleta de dados sobre aspectos sociais, éticos e institucionais sobre, por exemplo, a profissão do cientista. Em 2010, a AAAS publicou o relatório “Defining the right to enjoy the benefits of scientific progress and its applications: American scientists’ perspectives”, para o qual foram conduzidos 16 grupos focais, com um total de 145 participantes. Os autores do relatório descrevem que o cerne do estudo “foi explorar como os próprios cientistas definiriam o direito de desfrutar dos benefícios do progresso científico” e que “a força do tipo de análise fundamentada em pequenas amostras de dados qualitativos cuidadosamente coletados e usados neste estudo é a sua capacidade para gerar teorias de significado e motivação que estão abertas para testes posteriores com amostras maiores…” (AAAS, 2013).

Os estudos mencionados são apenas uma pequena demonstração da permeação dos grupos focais na pesquisa qualitativa, que são uma fonte importante de dados em estudos sociais da ciência. Entretanto, os exemplos de aplicação dos grupos focais na pesquisa são inúmeros e crescentes e desafiam fronteiras disciplinares, metodológicas e epistemológicas. O que cada vez mais valida a importância desse método de coleta de dados é o conhecimento acumulado ao longo de várias décadas, por tantos pesquisadores, com diferentes objetos de estudo. Mas de onde veio o grupo focal? Quais as peculiaridades dessa técnica?

De onde veio o grupo focal?

Segundo Krueger (2002), o início dos grupos focais ocorre durante a Segunda Guerra Mundial, quando cientistas sociais realizaram entrevistas não-diretivas com grupos, tendo como base estudos feitos há mais de uma década anterior ao conflito. Porém, Powell e Single (1996) sinalizam indícios de uso de grupo focal na década de 20, “quando foi usado como uma técnica de pesquisa de mercado”. Morgan (1996) também destaca que os primórdios do grupo focal estão intimamente atrelados a registros sociológicos na década de 20, com o uso de entrevistas em grupo para a coleta de dados.

Mais tarde, na década de 40, o sociólogo Robert Merton fora um dos primeiros cientistas a fazer uso de grupos focais como metodologia de pesquisa. Data de 1946 a publicação do artigo “The focused interview” (Merton; Kendall, 1946), que, em 1987, o próprio Merton reedita fazendo uma comparação com o uso do grupo focal na área de marketing. Justamente na década de 80, as ciências sociais redescobriram a técnica do grupo focal, assim como os estudos de Merton e de outros pesquisadores sobre o tema. No trabalho publicado em 1946, Merton e Kendall fazem uma análise das entrevistas conduzidas pelo Bureau of Applied Social Research com grupos inseridos em estudos sobre os efeitos sociais e psicológicos da comunicação de massa. Na visão dos autores, é possível identificar um tipo de entrevista inserida no contexto de pesquisa oriunda das experiências desenvolvidas pela equipe do Bureau. Uma década após a publicação do artigo, Merton, Kendall e Fisk lançam o livro The focused interview: a manual of problems and procedures, editado em 1956.

Ao longo das décadas, a utilização da técnica foi ganhando aplicação em diversas áreas de pesquisa. Segundo Carlini-Cotrim (1996), “na área de saúde, o grupo focal tem sido mais consistentemente usado a partir dos meados dos anos 80… praticamente inexistiam estudos publicados até 1984”. Contemporaneamente, essa “entrevista focada”, como definida por Merton e Kendall (1946), vem sendo utilizada como técnica de pesquisa em diversas áreas, como já destacado na seção anterior, incluindo marketing.

Quais as suas principais características e pressupostos?

Merton e Kendall (1946) chamam a atenção para as características que diferenciam o grupo focal de outras técnicas. Uma delas é o fato de esse tipo de dinâmica ser focada nas experiências subjetivas dos participantes que foram [são] expostos às situações/problemas a serem analisados. Segundo Kitzinger (1994), o grupo focal é uma forma de entrevista com grupos, baseada na comunicação e na interação. No entanto, a literatura aponta diversas e sofisticadas definições para grupo focal. Sob a ótica de Powell e Single (1996), trata-se de grupo de indivíduos, selecionado e estruturado por pesquisadores, com o objetivo de discutir e comentar, a partir de experiências pessoais, o tema objeto da investigação. Segundo os dois autores, como técnica de pesquisa, o grupo focal entende a discussão interpessoal como um instrumento para obter uma riqueza de detalhes sobre experiências complexas do indivíduo, com base em suas ações, crenças, atitudes, percepções etc.

Gibbs (1997) reforça a pluralidade de definições sobre grupos focais, mas ressalta que, apesar de a dinâmica envolver entrevistas, há uma clara diferença entre grupos focais e entrevistas em grupo. A autora comenta que, na entrevista em grupo, vários participantes são perguntados ao mesmo tempo; porém os participantes respondem a questões mais diretamente ao pesquisador (seguindo um dado roteiro), o que seria mais marcante do que a interação dentro do grupo. Já no grupo focal, o mais importante é estimular a interação entre os participantes a partir de um tema proposto pelo pesquisador. Tal característica fundamental é peculiar, oferecendo uma perspectiva diferenciada exatamente por essa interação que é provocada pelo pesquisador (Morgan, 1996; Barbour; Kitzinger, 1999).

Para o pesquisador, mais do que enriquecer a coleta de dados a partir do estímulo da interação dos participantes, a utilização do grupo focal permite ir além da análise do conteúdo expresso por esses participantes. Gatti (2005) descreve que, ao se utilizar da técnica do grupo focal, há interesse não somente no conteúdo que as pessoas pensam e expressam, mas como elas pensam e por que pensam. Como técnica de pesquisa qualitativa, o grupo focal é largamente utilizado em áreas como educação e saúde, sendo instrumentais para o diagnóstico, levantamento de problemas e planejamento de ações (Iercolino e Pelicioni, 2001). Powell e Single (1996) indicam o uso da técnica, por exemplo, na investigação de tópicos como experiências em partos e questões referentes à prática geral da medicina.

Atualmente, o grupo focal está inserido em um conjunto de métodos de coleta de dados cuja utilização é muito comum, sob diversas configurações, no âmbito das ciências sociais (Powell; Single, 1996). Morgan (1996) chama ainda a atenção para que a técnica do grupo focal confere eficiência à pesquisa quando usada unicamente ou combinada a outras metodologias de pesquisa. A opção pelo uso de grupo focal como método de pesquisa está relacionada a uma gama de variáveis. O uso desse tipo de coleta de dados beneficia pesquisadores cujo construto de pesquisa pode ser melhor analisado quando atitudes, sentimentos e crenças dos participantes são amplamente expostos e discutidos com outros participantes. Portanto, são muito úteis quando a linguagem e/ou cultura dos integrantes do grupo selecionado tornam-se congruentes com temas explorados pelo pesquisador. Morgan e Krueger (1993) explicam que o uso de grupos focais pode se tornar particularmente útil, por exemplo, quando há diferenças de poder entre participantes, quando a linguagem e a cultura que caracterizam o cotidiano dos participantes é objeto de interesse para o pesquisador e quando se deseja avaliar o grau de consenso sobre um determinado tópico.

Outra característica importante do grupo focal, segundo Gibbs (1997), é a flexibilidade para os períodos de utilização durante as etapas da pesquisa: podem ser empregados em fases preliminares ou exploratórias de um estudo, para detalhar um tipo de atividade, avaliar impactos ou gerar novos temas de investigação. Na condução dos grupos, determinar os passos metodológicos para a coleta de dados e a forma de atuação do moderador são cruciais. A técnica flui de maneira mais adequada quando é possível definir bem o problema a ser avaliado e escolher um facilitador/moderador adequado.

Neste sentido, o moderador possui um papel-chave na obtenção dos dados. Como pressuposto de uma abordagem qualitativa, o mesmo não se apresenta como mero inquiridor (Masadeh, 2012). Ao contrário, tem por função estimular a discussão, estreitar as relações dos participantes com o tema proposto e, de fato, dar espaço ao desenvolvimento de diferentes ideias que surgirem ao longo da conversa. Outro ponto que merece destaque, ao discutir o papel do moderador em grupos focais, é sua postura frente aos objetivos da pesquisa. O cuidado em não ser tendencioso deve ser máximo no momento da mediação das discussões (Prince; Davies, 2001). Favorecer um determinado ponto de vista, em detrimento a outro, pode comprometer a descrição do problema abordado.

Um outro fator fundamental é a seleção de participantes. Dependendo dos objetivos, eles devem possuir vivência com o tema a ser discutido, propiciando riqueza na troca de informações. É recomendável ainda planejar o número de participantes, o processo de seleção e o tempo de duração da sessão de grupos focais. De acordo com Krueger (2002), a quantidade adequada por sessão é de cinco a dez participantes, embora não seja essa uma recomendação rígida. Por outro lado, a composição de grupos focais nem sempre é uma tarefa facilmente realizada. Pode não ser tão simples obter grupos com representatividade efetiva (Gibbs, 1997). O recrutamento adequado de participantes é um fator que pode ser decisivo para o delineamento da pesquisa.

Entretanto, talvez o planejamento do grupo focal, que inclui a definição das questões a serem postas e encaminhamentos ao longo da discussão, seja a fase mais trabalhosa. Além desse aspecto, há uma demanda, em boa parte dos casos, para a submissão de protocolo de pesquisa a um comitê de ética na pesquisa em humanos. Também deve-se planejar a organização de recursos técnicos para a gravação das sessões, a seleção de um local adequado para a realização dos grupos e da contratação de profissionais para transcreverem e analisarem os dados gerados (Krueger, 2002).

Leia artigo completo e referências em Ensino Superior Unicamp

Alencar, F. R.; Campos; D. F.; Carvalho, D. B.; Ferreira, R. K. R.; Firme, R. A.; Leboutte, C.; Liskauskas, S. F.; Menezes, P.; Neves, R. S.; Ribeiro, M. D.; Oliveira, D.; Oliveira, P.; Paixão, S. O.; Pedrotti, M.; Pinheiro, L.M Ronchi, V. C. L.; Santos, T. S. R.; Serra, D. S.; Silva, C. M; Silva, R.C.; Soutelino, F. G.;Telles, E. G.; Victorino, L. C. O; Zanini, V. R.

Programa de Mestrado Profissional em Educação, Gestão e Difusão em Biociências (MP-EGeD), Instituto de Bioquímica Médica Leopoldo de Meis (IBqM), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rio de Janeiro, Brasil.

 

Alunos do IESB criam projetos para revitalizar áreas de Ceilândia

Graduandos dos cursos de Engenharia Civil e Arquitetura do Centro Universitário IESB foram convidados a desenvolver projetos de urbanização Parceria Pública Privada com o objetivo de melhorar as condições urbanas e dos equipamentos comuns à comunidade na cidade de Ceilândia. São doze áreas que contemplam construção e revitalização de praças, construção de campos de futebol society, coberturas de quadras poliesportivas, além de reformas em prédios públicos, que beneficiarão a população. As propostas incluem as reformas da Junta Militar, da Biblioteca e do prédio da Administração Regional da cidade, a cobertura da Quadra do 10º Batalhão da PM (no Setor Industrial QESP áreas 7, 8 e 9) e revitalizações de praças e quadras localizadas nas EQNN 22/24, QNN 20S, QNQ 03N, EQNM 07/09, QNQ 01, QNP 15N, EQNM 06/08, EQNM 07/09, QNR 03N, QNO 17 (expansão Setor “O”), EQNN 23/25 N e da QNP 15.

Cerca de 100 alunos, divididos em 18 grupos, participam do projeto. Todos realizaram visitas técnicas nas áreas contempladas, ouviram as reivindicações da comunidade e receberam orientação técnica de funcionários da administração. Para a cobertura da Quadra Esportiva do 10º Batalhão da Polícia Militar, por exemplo, estão previstas estruturas metálicas, banheiros com vestiário, arquibancada e revitalização da quadra, além de facilitar a acessibilidade e bem estar dos que dela fazem uso. “É fundamental para comunidade, que usufrui livremente do espaço para a prática de várias modalidades esportivas oferecidas pelos projetos sociais da PM”, explica Izabella Teixeira, uma das responsáveis pelo projeto ao lado dos colegas Walter Sidney, Rafael Rodney e Laís Alves.

Já no prédio da Junta Militar os estudantes notaram a necessidades de reparo externo, principalmente das calçadas – inexistentes ou em péssimas condições – nos arredores do muro deteriorado e com estruturas expostas. Além disso, da área de acompanhamento da cerimônia de juramento da bandeira sem cobertura, com cercas destruídas, sem condições de segurança; o pátio desnivelado favorecendo o empoçamento de água, são completamente desfavoráveis aos visitantes. “Nossas sugestões objetivam soluções que, ao serem executadas, proporcionarão o bem-estar dos funcionários e da população que frequenta o local”, afirmou Aline Souza Alves, integrante dos idealizadores da proposta ao lado de João Paulo Sabino, Thalysson Sanches e Victor Phellipe.

Entre as diversas quadras a serem revitalizadas, os estudantes Nyckson Emerich, Ana Ribeiro, Luís Henrique e Maíra Araújo escolheram a da EQNN 22/24, na Ceilândia Sul. Além da organização de alocação de equipamentos de lazer, arquitetura da arborização e ocupação vegetal, os futuros engenheiros se preocuparam também com o tipo de pavimento a ser utilizado, a implantação de calçadas e com a definição da área de circulação de veículos e pedestres.  “Estamos prevendo a instalação de um Ponto de Encontro Comunitário, de equipamentos de ginástica, de um parque infantil, além do plantio de árvores nativas e do melhoramento da iluminação. Sem esquecer a importância de zelar pela acessibilidade. Tudo isso, possibilitará que a população possa desfrutar de um espaço que, hoje, está praticamente abandonado”, ressaltou Nyckson Emerich.

Censo mostra que 11% dos alunos do ensino médio deixaram a escola em 2014 e 2015

A evasão escolar no ensino médio chegou a 11% do total de alunos no período de 2014 a 2015. Segundo dados inéditos do Censo Escolar, divulgados hoje (20), na 1ª série do ensino médio 12,7% dos alunos deixaram a escola no período e na 2ª série a evasão foi de 12,1%. O 9º ano do ensino fundamental teve 7,7% de evasão e na 3ª série do ensino médio a taxa foi de 6,7%. A evasão é maior nas escolas rurais, em todas as etapas de ensino. O Pará tem a mais alta taxa de evasão em todas as etapas de ensino, chegando a 16% no ensino médio.

Os indicadores de fluxo escolar na educação básica foram divulgados, pela primeira vez pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e pelo Ministério da Educação. O censo apontou também que a migração para a Educação de Jovens e Adultos é mais expressiva ao final do ensino fundamental, quando chega a 3,2% e 3,1%, no 7º e 8º ano, respectivamente. Em relação à rede de ensino, a migração é maior na rede municipal nos anos finais do ensino fundamental, quando alcança uma taxa de 3,8%. Já no ensino médio, a migração é mais expressiva na rede estadual de ensino, com 2,2%.

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