Câmara aprova texto-base de MP da reforma do ensino médio

A Câmara dos Deputados aprovou por 263 votos a favor, 106 contra e três abstenções o texto-base da medida provisória (MP 746/16) que reestrutura o ensino médio. A medida, entre outras coisas, ampliou de 50% para 60% a composição do currículo da etapa de ensino preenchido pela Base Nacional Comum. Os 40% restantes serão destinados aos chamados itinerários formativos, em que o estudante poderá escolher entre cinco áreas de estudo: linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e formação técnica e profissional. A votação da MP ocorreu após acordo do líder do governo André Moura (PSC-SE) com deputados da oposição, que obstruíram os trabalhos durante toda a sessão por serem contra o debate do tema por meio de uma medida provisória.

Pela proposta, os deputados aprovariam o texto-base em votação nominal e deixariam para votar, na próxima semana, os destaques ao texto, também em votação nominal. “Em uma matéria tão importante e controversa como essa é importante que a população brasileira saiba como cada deputado votou”, defendeu a vice-líder do PT, Maria do Rosário (RS). O texto, aprovado no último dia 30 na comissão mista que analisou a matéria, incluiu artes e educação física entre as disciplinas obrigatórias para o ensino médio, suprimidas no texto encaminhado pelo Palácio do Planalto. No caso específico da educação física, no último ano do ensino médio, a disciplina será optativa ao aluno.

O projeto prevê ainda que os estudantes poderão escolher a área na qual vão se aprofundar já no início do ensino médio. Foi mantida no texto a permissão para que profissionais com notório saber, ou seja, sem formação acadêmica específica na área, possam dar aulas no ensino técnico e profissional. A proposta também estabelece uma meta intermediária de ampliação da carga horária para pelo menos mil horas anuais no prazo máximo de cinco anos para todas as escolas do ensino médio. A MP prevê ainda que o governo federal amplie de quatro para dez anos o prazo de repasse de recursos federais aos estados para apoiar a ampliação da carga horária.

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Atividades extracurriculares são fundamentais para quem busca uma universidade do exterior

Currículo com cursos complementares ajudou aluno do Galois a conseguir uma vaga no programa Yale Young Global Scholars

simulois

Estudar no exterior é o sonho de muita gente. Mas para ingressar em uma universidade de renome, saber uma língua estrangeira, ter excelentes notas e uma boa carta de recomendação não é o bastante. É preciso impressionar ainda mais. É ai que entram as atividades extracurriculares, que além de valorizar o currículo, chamam atenção de recrutadores e ajudam muitos candidatos a saírem na frente na hora de uma seleção.

Importantes para o desenvolvimento do aluno, elas ajudam nas habilidades cognitivas, motoras e argumentativas e proporcionam mais autonomia ao estudante, que deixa de ser um simples receptor de conteúdos, tornando-se cada vez mais responsável pelo desenvolvimento da sua própria aprendizagem. E nesse quesito vale tudo: trabalho voluntário, criação de jornal, esporte, música… Não há restrições. O importante é mostrar que o candidato é proativo, saber lidar com os problemas mundiais e pensa em prol da coletividade.

Este é o caso do Pedro Afonso Berford Leão Amorim. Aluno do 1º ano do ensino médio do colégio Galois, em Brasília, ele acaba de ser selecionado pelo programa Yale Young Global Scholars, da universidade americana Yale, para participar de um curso intensivo de duas semanas no campus da instituição na China. “Estou muito animado. Sempre tive vontade de estudar no exterior e esta oportunidade vai me abrir muitas portas. Entre as atividades dos encontros, vamos discutir questões globais e soluções inovadoras, tendo como foco o mundo globalizado”, conta o estudante.

Para conquistar uma das 60 vagas disputadas entre alunos de mais de 60 países, Pedro afirma que as atividades extraclasses realizadas em seu colégio, foram fundamentais para este mérito, como participar de Olimpíadas de Matemática, Física, debates, Feira de Ciência, robótica e o Simulois, uma conferência realizada pelo Galois na qual os alunos representam países em diferentes comitês, abordando assuntos e problemas mundiais hipotéticos. “O estudante deve ter consciência que, no atual mundo globalizado, quanto mais conhecimento ele tiver, melhor. As principais instituições de ensino do mundo estão procurando pessoas proativas e com amplo leque de conhecimento. Além disso, é importante ter perfil empreendedor e desenvolver habilidades argumentativas para se destacar entre os demais”, afirma Yaron Segalovich, professor de Mind Lab e inglês no colégio Galois.

HOB abre vagas para Residência e Fellowship

O Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB) e a Fundação Regional de Assistência Oftalmológica (FRAO) abrem inscrições para Estágio do curso de Aperfeiçoamento em Oftalmologia e para o Programa de Residência Médica, credenciados pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM). Ambos serão desenvolvidos em três anos, em regime integral (2.880 horas/ano, 60 horas semanais). As inscrições podem ser feitas até o dia 30/12/16, no www.iades.com.br, onde também estão disponíveis os editais para cada área. Provas, dia 15/01/2017.

Já o Centro de Estudos Oftalmológicos Renato Ambrósio (Ceora) do HOB, está recebendo interessados para Programa de Fellowship nas especialidades de Catarata, Cirurgia Refrativa, Retina Clínica, Córnea e Glaucoma. Coordenados pelos médicos Takashi Hida, André Rolim, Canrobert Oliveira, Patrick Frensel, Guilherme Rocha, Yuji Abe, Sérgio Kniggendorf e Vinícius Kniggendorf, o curso oferece grande oportunidade de aperfeiçoamento clínico e cirúrgico com as mais avançadas soluções da saúde ocular. Os participantes produzem Trabalhos Científicos e Trabalho de Conclusão de Curso. As inscrições podem ser feitas no site www.hobr.com.br, até 08/01/2017. A seleção será no dia 11/01/2017. Mais informações: (61) 3442-4136.

IESB integra primeira aceleradora de startups jurídicas do Brasil

Nesta terça-feira, 06 de dezembro, o vice-reitor do Centro Universitário IESB, professor Edson Machado Filho, participou no Unique Palace, do painel de discussão “Academia: de onde surge a inovação tecnológica de ponta”, que marca o lançamento da Unicorn Accelerator, primeira aceleradora de startups jurídicas do país. O IESB é uma das instituições que contribui para fomentar o projeto. Tanto que Yan Di, diretor geral da Baidu, maior empresa multinacional de tecnologia chinesa, foi conhecer as startups da instituição. “Estamos aqui com um olhar diferenciado. Nossa intenção é encontrar oportunidades onde possamos investir“, afirmou o empresário chinês, que está disposto a aplicar 60 milhões de dólares em negócios inovadores no Brasil.

Acompanhado da reitora do IESB, Eda Coutinho, e do vice-reitor, Edson Machado Filho, Yan Di ouviu pitches de cinco projetos desenvolvidos no IESB Lab por alunos e egressos do centro universitário: o Street Park.Me, um aplicativo que ajuda a encontrar vaga em um estacionamento público, de forma rápida e segura; o Neelo – Inteligência Artificial Jurídica, um banco de dados jurídico; a Rede Social de Marketing (RSM), um canal de marketing independente em que agentes capacitados executam missões especiais na área de marketing para diversas empresas; o Thirty for Dreams, em que os usuários se desafiam a cumprir um determinado objetivo a cada 30 dias; e a Escola Digital, para alunos de 1° série do ensino fundamental ao 3° ano do ensino médio, que fornece conteúdo de qualidade para todas as matérias.

SINARQ-DF promove Mostra de Arquitetura 2016

Evento reúne projetos desenvolvidos por alunos de nove instituições de ensino do DF

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A arquitetura é o símbolo da capital federal, considerada Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco. Cuidar de sua preservação, garantindo o bem-estar e qualidade de vida à população é um dever de todos. É para mostrar à sociedade a importância da elaboração de um projeto arquitetônico e suas diversidades, que o Sindicato dos Arquitetos do Distrito Federal (SINARQ-DF) promove a Mostra de Arquitetura 2016.

Realizado em parceria com o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do DF (CAU-DF), o evento está aberto ao público entre os dias 07 de dezembro de 2016 a 30 de janeiro de 2017, no Foyer do Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal, com coquetel de lançamento dia 7/12, às 19h.

Em sua 11ª edição, a mostra reúne 36 projetos arquitetônicos, paisagísticos e urbanísticos, desenvolvidos por estudantes durante o Trabalho Final de Graduação dos cursos de Arquitetura e Urbanismo de nove instituições de ensino do DF: Universidade de Brasília (UnB), Faculdades Integradas da União Educacional do Planalto central (FACIPLAC), Instituto de ensino Superior do Planalto (IESPLAN), Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), Centro Universitário Euro-Americano (UNIEURO), Universidade Paulista (UNIP); Universidade Católica de Brasília (UCB); Centro Universitário IESB e Centro Universitário Planalto do Distrito Federal (UNIPLAN). A entrada é gratuita. “Além de mostrar o importante papel do arquiteto, a exposição registra o excelente nível de aprendizado desses alunos, que estão saindo das faculdades e ingressando no mercado de trabalho”, destaca Elza Kunze Bastos, diretora do SINARQ-DF e gestora do evento.

Serviço:

Mostra de Arquitetura 2016

Data: 07 de dezembro de 2016 a 30 de janeiro de 2017

Local: Câmara Legislativa do Distrito Federal

Horário: das 9h às 20h.

Evento gratuito e aberto ao público.

 

 

Galois promove debate aberto ao público sobre obras do PAS

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Nesta sexta-feira, 25, alunos do ensino médio do 1° a 3° ano do Colégio Galois participaram de um debate preparatório para a prova da terceira etapa do PAS – Programa de Avaliação Seriada, que será realizada no domingo 27/11. A aula foi aberta também aos alunos de escolas públicas e privadas. “Não temos pretensão de debater todas as obras em uma aula de revisão, o que discutimos são os temas recorrentes nas provas da Universidade de Brasília – UNB, fazendo associação com as obras cobradas no PAS”, explica Camilla Osiro, professora de português e organizadora do evento.

O debate foi realizado no auditório do Galois e os temas foram discutidos entre professores de áreas diversas como Redação, Literatura, Artes Cênicas e Visuais, Filosofia, Geografia e Química, com o objetivo de elucidar obras, por exemplo: a Química Orgânica, de Vinicius de Moraes. Ao todo, cerca de 300 alunos compareceram ao evento. “É uma revisão para a prova, mas de uma forma mais dinâmica, assim fica menos cansativo, principalmente devido à proximidade com a prova“, diz o estudante Danilo Vitório, do 3° ano do Galois.

Os temas debatidos foram:

– Identidade nacional
– O homem como produto do meio
– O ser e o parecer
– O papel da mulher na sociedade
– O homem e o meio ambiente
– A seca e a miséria do sertão nordestino
– Corrupção e delação
– Loucura X “normalidade”
– Tecnologia e seus excessos
– Perfeição é artificialidade?
– Extremos e opostos: radicalismos
– O homem contemporâneo e a busca por autoconhecimento
– Arte e representação religiosa
– A individualidade dos retratos
– Reprodutibilidade técnica
– A arte invade as ruas

Economista Raul Velloso comenta a PEC 241

Muitas são as discussões sobre a PEC 241 e seu impacto na educação. Para comentar o tema, o blog Edson Machado conversou com o economista Raul Velloso, ex-secretário de Assuntos Econômicos do Ministério do Planejamento e Ph.D em economia pela Universidade de Yale, nos Estados Unidos.

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Raul Velloso

Prestes a ser aprovada, a PEC 241 estabelece que o gasto primário total (que exclui a despesa financeira), tanto do Executivo como dos Poderes Autônomos da União, não poderá, basicamente, crescer acima da inflação, por um período razoável. Assim, quando a economia (ou seja, a arrecadação) voltar a crescer a taxas reais positivas, os déficits primários herdados da gestão precedente começarão a cair, até se transformarem em superávits crescentes, levando eventualmente a uma queda contínua da razão dívida/PIB. Assim, a PEC aposta que, com ela, a economia se recuperará em breve, e, logo em  seguida, seu crescimento contínuo viabilizará a queda sustentada da razão dívida/PIB e a consolidação da recuperação econômica.

Diante do crescimento explosivo da razão dívida/PIB em 2014-15, era preciso fazer algo que fosse percebido como de forte impacto para a correção da situação calamitosa das contas públicas que imperava no País. Sem isso, as taxas do risco-país — e consequentemente as taxas de juros — continuariam subindo, as chances de sairmos da recessão seriam diminutas, e o caos econômico tomaria conta de nossa economia.

A grande dificuldade de implementação da PEC é, contudo, que 66% dos gastos se referem a pagamentos diretos a pessoas, protegidos por dispositivos legais ou mesmo por dispositivos constitucionais, como se o orçamento fosse uma grande folha de pagamento composta de previdência, assistência social e pessoal em atividade em várias áreas. Ou seja, independentemente da PEC, os dois primeiros itens, que abocanham 58% do gasto, terão forte crescimento real devido ao rápido envelhecimento da população que se antevê, a não ser que se aprove rapidamente uma reforma capaz de ajustar as regras que regem esses gastos, a fim de conter seu crescimento.

Sem isso, e como se sabe que é enorme a rigidez do gasto com pessoal ativo, seria preciso ajustar para valer os demais gastos, inclusive saúde e educação, que representam 14% do total gasto pela União, e têm piso amarrado na receita tributária, também constitucionalmente. Para evitar que esses segmentos “pagassem a conta” de forma incisiva, a PEC estabeleceu, adicionalmente, que o valor real do piso constitucional desses gastos estaria garantido com base em 2016, mas seu alinhamento com a receita tributária, não. Ou seja, as áreas de educação e saúde estão protegidas de um ajuste predatório para acomodar maiores despesas da “grande folha de pagamento”, enquanto as eventuais reformas que afetam essa área não são aprovadas, mas já estão pagando sua quota do esforço de ajuste ao se garantir apenas que o piso real de 2016 se mantenha inalterado para a frente. Dessa forma, mantidos gastos obrigatórios adicionais de 15%, caberá aos restantes 5% dos gastos o ajuste drástico residual requerido pela PEC, 80% dos quais se referem a investimentos, basicamente em infraestrutura.

Faria outra coisa em lugar disso? Penso que sim, mas não vale a pena mexer agora com isso, pois quem está no comando da área econômica escolheu o caminho acima referido, praticamente já definido pelas forças políticas, e o País terá de lidar com isso.

Burocracia e falta de recursos emperram produção científica no Brasil, dizem especialistas

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A falta de recursos e a burocracia emperram a pesquisa científica no Brasil, afirmaram nesta terça-feira (22) os participantes de audiência pública na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT). O objetivo foi discutir as fontes de fomento à pesquisa e ao desenvolvimento tecnológico.

Mario Neto Borges, presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), destacou a boa qualidade da pesquisa científica no país. Mas sublinhou o quanto os recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) são importantes para desenvolver os programas de ciência e tecnologia & inovação (CT&I). Ele registrou um exemplo de sucesso: os estudos sobre o Zika vírus, responsável por uma grave epidemia que afetou todo o país no ano passado. A ligação entre a infecção por Zika e a microcefalia foi observada por pesquisadores brasileiros. “Isso mostra que a ciência brasileira está programada para agir rapidamente se algum problema aparece. Em um ano, as pesquisas foram concentradas, houve recursos, houve priorização, e a ciência pode atender com respostas importantes”, disse Borges. O que se conhece da doença e até testes para detecção do vírus foram elaborados a partir desses estudos, em parceria com a Fundação Bill e Melinda Gates. Mario Borges ressaltou ainda a necessidade de facilitar as parcerias internacionais para qualificar a pesquisa brasileira e trazer resultados rápidos.

O presidente do CNPq lamentou a “instabilidade” nos repasses para o setor, especialmente com a retirada do CT-Petro, recursos arrecadados do setor de exploração de petróleo, do FNDCT, e que estão sendo destinados para o fundo social do pré-sal. Os altos e baixos orçamentários são mortais para a ciência, porque levam à descontinuidade nos programas científicos e ao desperdício de dinheiro. Ele também criticou o alto gasto despendido – também com dinheiro do fundo – no Programa Ciência Sem Fronteiras, com a alocação de alunos para cursos de graduação no exterior. E pediu, ainda, que seja regulamentado o marco legal para C&T (Lei 13.243/2016) e que o Congresso Nacional derrube os vetos impostos ao texto.

Marcos Cintra, presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), afirmou que o Brasil, apesar de todos os problemas, ocupa o 15º no ranking de produção de conhecimento científico no mundo. Uma “colocação honrosa”, disse ele, quando se vê o produto interno bruto (PIB). Do total de 1,24% do PIB gasto com ciência e tecnologia, 0,8% são provenientes do setor público, e somente 0,44% do setor privado. No seu entendimento, essa proporção deveria estar invertida. “Para cada dois reais gastos pelo setor público, o país tem suscitado um real do privado. Não estamos sendo capazes de motivar, deflagrar os gastos privados. Nos outros países a relação é inversa”, avaliou Cintra.

Marcos Cintra criticou o contingenciamento de recursos do FNDCT, já que a arrecadação é específica. Ele disse que há R$ 8 bilhões sem uso no fundo, que não são gastos por estarem envolvidos em disputas judiciais. E há risco de o Executivo utilizá-lo para pagamentos de juros da dívida, afirmou. Manobra semelhante já foi feita pelo governo federal em 2002, 2003, 2008 e 2010, observou o presidente do Finep. Por isso, ele sugeriu que se transforme o FNDCT em um fundo contábil, não patrimonial ou financeiro, como é hoje.

Fonte: Agência Senado/Foto: Marcelo Gondim/CNPq.

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