Ceilândia completa 46 anos e tem muito a comemorar na educação

Ao fomentar o acesso à educação superior, IESB contribui para o crescimento social e econômico da maior RA do DF

Maior região administrativa do Distrito Federal, com mais de 600 mil habitantes, Ceilândia completa 46 anos no dia 27 de março. É a cidade que mais cresceu social e economicamente no DF, tendo também o que comemorar no âmbito da educação. De acordo com pesquisa da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (CODEPLAN), a escolaridade em nível superior dos moradores aumentou nos últimos anos. Apenas o Centro Universitário IESB já colocou mais de 8 mil pessoas no mercado de trabalho, desde que se instalou na região, em 2010, com o Campus Liliane Barbosa. Atualmente com mais de 6 mil alunos e 12 cursos superiores, a instituição faz a diferença ao oferecer aos moradores uma oportunidade de acesso a educação superior com formação de qualidade, melhorando a qualidade de vida da população. “Queremos formar um profissional competente e pessoas que sejam cidadãs e queiram melhorar a comunidade e o mundo”, afirma a Reitora do IESB, Eda Coutinho.

Estudantes do curso de Nutrição do Centro Universitário IESB participam do projeto Educação Nutricional na Escola, visando levar para alunos da rede pública de ensino dicas sobre alimentação saudável e a importância de cada nutriente.

Essa a realidade também é comprovada pela aluna Ana Beatriz Fragallo de Souza, do curso de Serviço Social da instituição e moradora de Ceilândia. Em sua pesquisa de trabalho de conclusão de curso, ela observou que ter uma graduação acadêmica superior significa melhorar a condição financeira, se sentir integrado socialmente, ser mais respeitado em seu círculo de amizades e no trabalho, além de aumentar a autoestima e desenvolver uma visão ampla, real e crítica da sociedade. “Através do ensino é possível se encontrar enquanto profissional, cidadão, membro de uma instituição e, acima de tudo, membro de uma sociedade civil ativa, que necessita de pessoas que tenham uma autoestima elevada, além do conhecimento para poder estar no mercado de trabalho. Minha pesquisa mostrou que 87% dos alunos acreditam que as melhorias só aconteceram por que eles se formaram”, afirmou Ana Beatriz.

69,7% dos alunos ingressantes no ensino superior privado são provenientes do ensino médio público. De acordo com o último Censo de Educação Superior no Brasil, realizado em 2012 pelo INEP, o Distrito Federal possui 57 IES privadas e apenas três públicas, totalizando 191.077 alunos matriculados em cursos superiores. Destes, 160.347 estudam em instituições particulares, um número cinco vezes maior que nas públicas. “O acesso à educação transforma a vida de uma pessoa. Ao ter uma melhor instrução, seja ela qual for, o indivíduo passa a ter mais oportunidades no mercado de trabalho; incrementa suas relações interpessoais, inclusive familiares; eleva seu status social e amplia seus conhecimentos”, assegura a professora Juliana Medeiros Paiva, coordenadora do curso de Serviço Social do IESB e orientadora da pesquisa de Ana Beatriz.

Além de fomentar o acesso à educação superior, os docentes e discentes do Centro Universitário IESB também contribuem colocando em prática a teoria aprendida em sala de aula, oferecendo à comunidade local, apoio jurídico, como o que fazer em caso de violência à mulher, racismo e desigualdade social, assistência jurídica ao adolescente e atendimento às crianças em estado de vulnerabilidade; atendimento psicológico, como orientações para adolescente grávidas e população LGBT; orientações sobre nutrição de qualidade, saúde, entre outros serviços.

A iniciativa deu tão certo que, em 2017, os acolhimentos acontecem de forma integrada, sempre às quintas-feiras (das 9h às 12h; 14h às 17h; e das 18h às 21h), unindo o Núcleo de Práticas Jurídicas do IESB com os cursos de Serviço Social, Nutrição, Psicologia, Pedagogia, entre outros. São mais de 200 pessoas atendidas pelo IESB por semana. “Este atendimento integral é muito amplo e facilita para que a comunidade tenha acesso a serviços importantes de uma maneira mais eficaz, colaborando para a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos”, destaca Mirela Berendt Pinto da Luz, Superintendente do Campus Liliane Barbosa – IESB Oeste.

E para comemorar o aniversário de Ceilândia, neste sábado, 25/03, o Centro Universitário IESB também participa da festa, ao lado da Administração Regional de Ceilândia, oferecendo atendimento especial à comunidade, das 12h às 18h. Entre os serviços promovidos pela instituição, quem visitar o espaço poderá aferir pressão, receber dicas de nutrição e alimentação saudável, além de oficinas relacionadas à saúde da mulher, atendimento psicológico e brincadeiras infantis. Tudo gratuito.

 

É possível aliar produtivismo acadêmico com excelência?

No site da Revista Ensino Superior Unicamp, encontrei um artigo escrito pela pesquisadora Tamara Gonçalves sobre o livro The Slow Professor, de Maggie Berg e Barbara Seeber. O texto é muito válido e discute a qualidade do trabalho acadêmico nos dias atuais, quando o tempo parece estar cada vez mais curto. Segue artigo:

Em tempos de publish or perish, como fica a qualidade do trabalho acadêmico? Que relações pessoais e profissionais estamos fomentando em um ambiente de constante competição? A obra Slow Professor é leitura recomendada para quem questiona em sua vida pessoal a lógica de não ter tempo para nada (às vezes nem para se alimentar direito!) e de produzir sem descanso – sempre com excelência, é claro. Mas será que isso é possível? É possível produzir constantemente, com brilhantismo?

O livro questiona a atual configuração das universidades e o impacto de políticas neoliberais sobre a produção do conhecimento – tanto sob a ótica do direcionamento da pesquisa relacionado a interesses econômicos quanto no que se refere aos processos adotados para gerenciamento das próprias universidades.

Um dos temas centrais é a questão do tempo. Como o trabalho acadêmico permite uma certa flexibilidade (ainda mais com o desenvolvimento de novas tecnologias de comunicação e pesquisa online) e é um tipo de trabalho contínuo, que dificilmente acaba quando se deixa o campus universitário, há um verdadeiro transbordamento do trabalho para a vida pessoal, com o crescimento de uma sensação de se estar trabalhando “o tempo todo”. Isso gera uma angústia e um estado mental de exaustão que é, em essência, contraprodutivo. O desenvolvimento de pesquisas, novas ideias e teorias depende, essencialmente, de tempo de livre pensar; um tempo que está em falta no modelo da atual estrutura universitária. É feito o levantamento de uma vasta literatura e dados de pesquisa empírica que demonstram um real adoecimento de professores, com a ampliação da incidência de problemas relacionados à saúde mental que não são devidamente reconhecidos e tratados e levam a cenários de burn out e, consequentemente, perda do prazer em ensinar e queda da capacidade produtiva e criativa.

As autoras fazem referência ao processo de incorporação de princípios e práticas neoliberais no âmbito universitário (surgimento das McUniversities) em que principalmente dois fenômenos se combinam: i) um aceleramento e mercantilização de todas as atividades, o que afeta o conceito de qualidade acadêmica (“no standing still conception of excellence” e “use of the consumer/student as surrogate surveillance device”); e ii) o foco no indivíduo oferece uma falsa ideia de agenciamento no contexto de uma crescente burocratização, sensação reforçada pela valorização de um conceito de meritocracia focado apenas no esforço individual, desconsiderando que a produção do conhecimento ocorre, de fato, mediante trocas (de ideias, debates…).

Em vista desse cenário, sugere-se a adoção dos princípios do “Slow movement”, preconizado por Carl Honoré. As autoras logo deixam claro que “slow”(devagar), nesse caso, não se relaciona com a definição de um ritmo de trabalho específico, mas sim com a possibilidade de se recuperar o agenciamento e a autonomia, o agir com propósito, o permitir que deliberações sejam feitas em meio a um diálogo consistente e em um ambiente que promova uma resiliência emocional e intelectual. Para as autoras, trazer o “Slow” para a academia é uma forma de se re-politicizar a academia, revigorando a produção intelectual. Assim, ao invés de nos perguntarmos o que está “errado” com os indivíduos, deveríamos questionar os sistemas que impedem as pessoas de viverem de forma mais harmônica, criativa e produtiva. Afinal, há de haver algo fundamentalmente errado em um sistema em que as pessoas são constantemente estimuladas a se sentirem culpadas por não estarem produzindo ou mesmo por estarem realizando atividades corriqueiras e essenciais para a sobrevivência humana (comer, dormir, lazer…). Esse tema é abordado em profundidade no primeiro capítulo do livro, sobre administração do tempo e falta de tempo.

Questiona-se também o ambiente de expectativas irreais de trabalho que impedem um fluxo de vida razoavelmente equilibrado, a ideia de que ser multi-tarefas (multi-tasking) é algo bom ou efetivo e mesmo a excessiva valorização do conceito de “ocupado” (busyness). Em revisão de obras que apresentam sugestões para melhorar a organização do trabalho e otimizar o tempo, observa-se que a maior parte das sugestões impõem um estilo de vida pouco saudável e trabalham sempre na lógica da escassez de tempo. Esse discurso de falta de tempo afetaria inclusive a própria percepção individual sobre nossa capacidade de conciliar trabalho e vida pessoal. Esse modelo de escassez contínua favorece o desenvolvimento de sentimentos de culpa e autorrepreensão constantes, o que gera, na verdade, um ambiente muito pouco propício ao desenvolvimento do pensamento crítico e criativo. Inclusive, a pobreza intelectual também seria reflexo dessa dificuldade de se ter tempo para pensar criativamente. Outros aspectos seriam a constante pressão para se publicar mais e mais (aquela vozinha constante nas nossas mentes que repetem incessantemente: “preciso de mais uma linha no meu Lattes”), o acesso a fontes mais virtuais do que físicas (uso de bibliotecas online que, se por um lado ampliam horizontes, por outro limitam a possibilidade de se explorar referências menos óbvias) e a percepção de que tempo ocioso é tempo perdido – quando na verdade é essencial para garantir criatividade. Por fim, essa cultura centrada na competição vem corroendo as relações interpessoais e, por consequência, o próprio ambiente de trabalho, conforme mais profundamente explorado no capítulo quatro da obra, sobre comunidade acadêmica.

Como alternativa, as autoras sugerem a incorporação dos princípios do movimento “Slow” para revigorar as Universidades, o pensamento crítico e as relações interpessoais. Lembrando que “Slow” nesse caso não se refere a um ritmo específico, mas a um estilo de vida mais atento à organicidade da vida, propõe-se o resgate do prazer em lecionar (capítulo dois, sobre pedagogia e prazer) e a construção de pontes e parcerias reais entre professores. Para o primeiro ponto, as autoras lembram que ensinar é uma atividade extremamente prazerosa que se estabelece a partir de uma troca entre alunos e professores. Aqui as autoras reforçam a necessidade de se investir e manter cursos presenciais, na medida em que as potencialidades de troca de conhecimento e interação são maiores quando há um encontro presencial. Além disso, para que essa troca ocorra, é preciso que todos estejam de fato presentes e inteiros naquele momento, sendo a escuta fundamental, de ambos os lados; algo que parece ter sido profundamente afetado pelas novas tecnologias (constante uso de aparelhos eletrônicos em sala de aula, que permitem que alunos realizem diversas tarefas ao mesmo tempo). Igualmente, é preciso revolucionar os discursos sobre tempo, para que possamos mudar a forma como falamos de nós mesmos.

Nesse sentido, é preciso nos assenhorarmos do nosso tempo e nos permitirmos ter uma vida pessoal, compreendendo que vida pessoal é fundamental para que possamos produzir real conhecimento, fundado no pensamento crítico. Por fim, as autoras enfatizam a necessidade de se refundar as parcerias entre professores, na medida em que é a partir do diálogo e dessa relação de interação que grandes pesquisas e ideias surgem. Elas destacam a importância das conversas informais entre colegas de trabalho sobre suas pesquisas e mesmo de parcerias. Indicam o próprio processo de escrita desse livro, que começou a partir de uma conversa entre as duas professoras e evoluiu para o desenvolvimento da obra conjunta (de forma extremamente prazerosa, enfatizam). As relações de parcerias seriam importantes também para apoiar e garantir a recuperação de frustrações profissionais, combatendo o sentimento de solidão e isolamento que parecem crescentes no meio acadêmico.

Tamara Amoroso Gonçalves

Estudante de doutorado em Direito pela Universidade de Victoria, Canadá, mestra em Direitos Humanos pela Universidade de São Paulo (USP) e advogada graduada pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo. Pesquisadora associada do Instituto Simone de Beauvoir (Universidade Concordia, Canadá), integrante do CLADEM/Brasil, da Rede Mulher e Mídia e do GEA (Grupo de Estudos sobre Aborto). Autora de diversas obras sobre gênero e direitos humanos, dentre elas, Direitos humanos das mulheres e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, ed. Saraiva, 2013.

The Slow Professor: challenging the culture of speed in the Academy. Maggie Berg e Barbara K. Seeber. University of Toronto Press, Toronto, 2016.

Torneio Nacional de Robótica reúne 720 competidores em Brasília

     Torneio Nacional de Robótica First Lego League (FLL) (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Cerca de 720 competidores de escolas públicas e particulares de todo o Brasil participam do Torneio Nacional de Robótica First Lego League (FLL). O evento ocorre de hoje (17) até domingo (19), na unidade do Serviço Social da Indústria do Distrito Federal (Sesi-DF) em Taguatinga. Estudantes de 20 estados brasileiros, além do Distrito Federal, formam as 74 equipes classificadas para a etapa nacional do torneio. O Distrito Federal será representado por três equipes.

A competição é dividida em quatro etapas: o projeto de pesquisa, em que os alunos criam e apresentam uma solução inovadora para um aspecto do desafio; design de robô, em que os jovens precisam projetar e construir um robô autônomo, com códigos claros e eficientes; core values, parte em que são avaliados os valores dos competidores durante o torneio; e desafio do robô, em que é preciso realizar uma série de tarefas ou missões em rounds de dois minutos e meio.

No torneio nacional do FLL, serão selecionadas 24 equipes que participarão de torneios internacionais. “Nós temos 74 equipes que vão concorrer às vagas nos torneios internacionais que acontecem nos Estados Unidos, na Dinamarca, Austrália e no Reino Unido. Essas equipes participaram de 13 etapas regionais, concorreram com 780 equipes de todo o Brasil, de praticamente 400 escolas. São equipes que já estão preparadas para uma competição desse porte”, disse a gerente de Educação do Sesi-DF, Bárbara Trajano.

Bárbara disse que as equipes são de escolas do Sesi e das redes pública e particular de ensino e ressaltou a importância do programa para a educação. “O programa visa a despertar o interesse das crianças e dos jovens pelas áreas de ciência e tecnologia. A proposta está alinhada aos objetivos estratégicos do Sesi, que são elevar a qualidade da educação brasileira, direcionar o conhecimento para as áreas de ciência, tecnologia e matemática, porque, assim, contribuímos para formar mão de obra, engenheiros e tecnólogos para a indústria brasileira”, afirmou Trajano.

O tema desta edição é Animal Alliens, que trata da relação do homem com os animais. Os participantes devem identificar problemas de cooperação entre seres humanos e animais e desenvolver soluções inovadoras. A competição é aberta ao público. No sábado e domingo, a visitação começa a partir das 8h.

Estudantes deverão ter acesso ao espelho da redação do Enem até 10 de abril

Os mais de 6 milhões de candidatos que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2016 deverão ter acesso ao espelho de correção da redação até o dia 10 de abril. A previsão foi divulgada hoje (17) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

No espelho, os candidatos terão acesso à correção e saberão quanto tiraram em cada uma das competências avaliadas. As provas recebem uma nota de 0 a 1.000. Desde o dia 18 de janeiro, os candidatos já têm acesso à nota na prova. Agora, para fins pedagógicos, terão acesso a mais detalhes da correção. Pelas regras do exame, não cabem recursos.

Os temas da redação do Enem no ano passado foram “Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil” – para quem fez o exame nos dias 5 e 6 de novembro -, e “Caminhos para combater o racismo no Brasil” – para quem fez a prova nos dias 3 e 4 de dezembro. Em 2016, devido à ocupação de escolas e universidades por grupos contrários a mudanças educacionais no Brasil, o Enem foi adiado para alguns participantes.

Segundo balanço divulgado pelo Ministério da Educação (MEC), apenas 77 pessoas tiveram nota 1.000. Na outra ponta, 291.806 candidatos tiraram nota 0 ou tiveram a redação anulada no ano passado.

Universidades portuguesas aceitam o ENEM e dobram número de estudantes brasileiros em salas de aula

Desde 2014, Portugal passou a aceitar resultados do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) com o intuito de ter em suas universidades estudantes brasileiros. O maior e mais importante exame educacional de nosso país se transformou em critério de seleção na “terrinha de Cabral”, e é utilizado em 18 universidades portuguesas pertencentes ao sistema educacional privado e público, o que fez dobrar o número de brasileiros no país. Somente na Universidade de Coimbra, uma das mais tradicionais universidades do mundo, há atualmente 2 mil estudantes brasileiros matriculados e ocupando as salas de aulas lusitanas.

Entre os cursos mais procurados pelos intercambistas brasileiros estão, relações internacionais e jornalismo, mas há mais de 45 cursos disponíveis. Para tentar uma vaga nas universidades portuguesas é preciso ter realizado a prova do ENEM nos últimos três anos (2014, 2015 e 2016). Para cada curso existe uma pontuação diferente, portanto não há uma regra fixa para ingressar na universidade com o ENEM.

As taxas anuais aplicadas pelas universidades variam entre 3000 e 7000 euros, mas estudantes brasileiros com boa colocação no ENEM recebem descontos. Há ainda possibilidade de desconto por méritos acadêmicos. De acordo com a organização do Salão do Estudante, que receberá as entidades portuguesas durante a 23° edição de seu evento, neste final de semana, aqui em São Paulo, o custo de vida mensal de um estudante brasileiro em Portugal gira em torno de R$1600,00, com alojamento, material escolar, transporte, alimentação e outras despesas. Nesse valor não está incluso a mensalidade, pois varia de acordo com o curso.

Mais informações: http://www.salaodoestudante.com.br

IESB realiza o Maker ALL – o poder da computação cognitiva no segmento corporativo

A computação cognitiva é uma tecnologia que trouxe um novo olhar para o mundo corporativo, trata-se da capacidade dos computadores de pensar quase como seres humanos. Nessa perspectiva, no dia 22 de março o Centro Universitário IESB realiza o “Maker All”, com a palestra Aplicando a computação cognitiva no mundo corporativo, ministrada por André Sales Costa, bacharel em Ciência da Computação, pós-graduado em Qualidade e Governança em TI, da empresa Softwell. No decorrer da palestra os participantes saberão como usar a plataforma Maker para agregar essa tecnologia a área corporativa de forma simples, além de desenvolver sistemas inteligentes com vasta aplicabilidade com capacidade de pensar, aprender e interagir. O objetivo é apresentar a técnica aos alunos e ao público externo da área de Computação. As inscrições gratuitas podem ser feitas pelo site: http://softwell.com.br/.

O Maker surgiu como resposta a problemas críticos dos projetos tradicionais. As tecnologias atuais apenas melhoram aspectos técnicos das aplicações, porém continuam a repetir um caminho responsável pelo alto número de prejuízos e fracassos da maioria dos projetos tradicionais, sendo assim, fazer melhorias nas ferramentas não é suficiente, é necessário inovação no processo como um todo.

O Maker é a única ferramenta com desenvolvimento 100% visual, alta produtividade e simplicidade, deixando o foco apenas no desenvolvimento. Através de assistentes inteligentes e edição de regras de negócio com fluxogramas, a elaboração é realizada sem a preocupação com a escrita de linhas de código. O Maker é otimizado para a construção de aplicações baseadas em bancos de dados voltados para a área de gestão. O desenvolvedor é capaz de personalizar totalmente sua aplicação conforme as necessidades.

Serviço:

Palestra: Aplicando a computação cognitiva no mundo corporativo

Data: 22 de março, quarta-feira.

Horário: 19h15

Local: auditório do bloco D, Campus IESB Sul

Inscrições: público interno e externo: http://softwell.com.br/

Entrada gratuita

Mudanças no Enem

As mudanças no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) dividiram opiniões. As provas deste ano serão aplicadas em dois domingos seguidos, nos dias 5 e 12 de novembro, e não mais em um único fim de semana. Além disso, na edição deste ano, a prova de redação será no primeiro dia, junto com as questões de linguagens e ciências humanas. O segundo dia de aplicação será das exatas, com matemática e ciências da natureza.

As mudanças foram feitas com base em consulta pública realizada pelo Ministério da Educação (MEC). Cerca de 600 mil pessoas participaram da consulta, que ficou disponível no período de 18 de janeiro a 17 de fevereiro. Dentre os participantes, 42,3% disseram preferir a prova em dois domingos seguidos; 34,1%, no domingo e na segunda-feira – sendo segunda feriado; e, 23,6% optaram pela manutenção do formato até então vigente, aplicação em um final de semana, no sábado e no domingo.

O professor de português Marcelo Freire, do Colégio Único, em Brasília, estava em sala de aula quando as mudanças foram anunciadas. Ele aproveitou para discutir as alterações com os alunos. “Eles estão muito divididos”, disse Freire.

Segundo Freire, a aplicação em dois domingos tem prós e contras, mas, no geral, deverá beneficiar os estudantes. “Tem-se um dia de desgaste e, depois, uma semana para a próxima aplicação. Não tem mais essa questão de domingo estar esgotado após um sábado de prova. O estudante poderá se organizar e fazer a prova com mais tranquilidade no próximo domingo”, avaliou o professor.

Freire também elogiou a nova distribuição das provas. No primeiro dia, o foco será em humanidades e redação e, no segundo, em exatas. Até o ano passado, os estudantes faziam, no primeiro dia, as provas de ciências da natureza e ciências humanas. No segundo, as provas de matemática, linguagens e redação. “A aplicação das provas de redação e matemática no mesmo dia sempre gerou problemas com o tempo. As questões de matemática exigem tempo, e a redação, também. A mudança é positiva nesse sentido. Vai ter mais leitura no primeiro dia, vai, mas tem a vantagem de não ter cálculo. No segundo dia aumenta cálculo? Aumenta, mas o estudante não terá que fazer a redação”, pondera.

Segundo o professor, os estudantes terão que mudar também a preparação. “O bom aluno é treinado para fazer questões casadas. No ano passado, fazia questões de matemática e português, porque as provas eram juntas, agora terá que treinar fazer questões de humanidades juntas e de exatas juntas”. Sobre a semana de intervalo entre as provas, Freire aconselha que ela não seja usada para o descanso, mas para a revisão das disciplinas de exatas. “Descanso para o estudante, só quando passar na universidade”, conclui Freire.

Engenharia da Computação está entre as profissões com mais chances de emprego

 

A busca por inovação e a competitividade entre as empresas, especialmente em época de crise, aumenta a demanda por profissionais que lidam com tecnologia e informática. Neste cenário, uma das profissões que se destaca é a Engenharia da Computação, onde o ritmo com que novas ferramentas e necessidades surgem ainda não é tão rápido quanto o de profissionais que se formam no mercado. Graduados neste curso têm maior chance de oportunidades de trabalho e futuro promissor.

Em Brasília, no laboratório do Centro Universitário IESB, estudantes de Engenharia da Computação desenvolveram projetos voltados para o mercado high-tech, como redes de sensores aplicados à prevenção de incêndios florestais, automação comercial para separação de resíduos sólidos e até um drone ambulância para auxiliar a prestação de primeiros socorros. “Além da programação do computador, essa engenharia trabalha muito com automação e a demanda por este tipo de serviço, em busca de comodidade, conforto e segurança, aumenta ainda mais a procura por estes profissionais”, afirma Patrícia Moscariello, coordenadora do curso de Engenharia da Computação do IESB.

De acordo com a professora, outro setor com bastante demanda é o de automação residencial. “Criar uma programação capaz de assegurar que em um único comando possa apagar todas as luzes de uma casa, fechar cortinas, desligar pontos de ar condicionado, gerenciar a parte de segurança, câmeras e até fazer um café à distância tudo isso visando praticidade e economia, é função de um engenheiro da computação”, explica Moscariello, que dá dicas importantes para quem pretende ingressar na área. “É muito comum as pessoas confundirem Engenharia de Computação com Ciência da Computação. Enquanto esta última lida com o software, a engenharia trabalha mais com o hardware da máquina, programação do computador. O curso tem duração de cinco anos. Nos primeiros semestres, o aluno aprende muito sobre engenharia e física e depois aprofundamos as partes mais específicas, onde são ministradas aulas de eletrônica, hardware, robótica, automação e sistema de mercado. Para turbinar o currículo e se destacar ainda mais, é importante que o aluno faça cursos paralelos de eletrônica ou na área de dispositivos móveis. Seguir carreira acadêmica com uma pós-graduação na área também é fundamental para manter-se atualizado com as constantes inovações deste campo”, orienta a professora.

Embora o cenário de emprego seja melhor em regiões com maior concentração de indústrias, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, Patrícia acredita que o crescimento de pequenas empresas de automação no Distrito Federal vai aquecer o mercado por aqui. “O futuro está na automação. Não existe nada melhor do que transformar a casa em um verdadeiro lar high-tech, contando com uma ajudinha de profissionais capacitados para isso”, conclui Patrícia Moscariello.

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