UnB celebra direitos humanos

UnB Mais Humana é a campanha que orienta políticas e ações da instituição em 2018. Pautada pelos princípios de mais respeito, mais solidariedade, mais equidade, mais compromisso e mais cidadania, a Universidade celebra os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Com este tema, busca-se também novos rumos para autonomia e defesa da universidade pública. O marco inicial das discussões será no dia 7 de março, com a palestra da atriz Elisa Lucinda no #InspiraUnB, evento de recepção aos calouros. Na sequência, 8 de março, haverá o lançamento do Conselho de Direitos Humanos da UnB (CDHUnB) e palestra da professora Lourdes Bandeira sobre violência contra a mulher.

Mais informações: www.noticias.unb.br / www.boasvindas.unb.br

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Como se organizar nos estudos com tantos feriados prolongados?

O ano de 2018 acabou de começar e trouxe com ele 12 feriados que poderão ser prolongados por caírem, na sua maioria, na sexta ou na segunda-feira. O dia de Tiradentes, também aniversário de Brasília, 21 de abril, é a única data que cai em um final de semana. Com isso, os estudantes precisam se organizar para conseguirem manter o ritmo dos estudos e ainda sim conseguir aproveitar a folga dos feriados. Primeiro colocado das escolas de Brasília no PAS e ex-aluno do Centro Educacional Sigma, Felipe Sêda conta que uma rotina diária de estudos foi fundamental para a sua aprovação na Universidade de Brasília. “Eu estudava cerca de quatro horas por dia e evitava deixar alguma matéria ou exercício para o dia seguinte”, conta. O professor Josino Nery, do Sigma, acrescenta que o segredo é também ter disciplina e foco para não deixar acumular os conteúdos das disciplinas e se organizar. O blog Edson Machado recebeu dicas valiosas do professor:

  1. Tenha uma agenda ou um calendário para se organizar

Marque, na agenda ou no calendário, todos os acontecimentos importantes, provas escolares, datas do vestibular, PAS e ENEM, datas dos jogos da Copa do Mundo que a escola possa a vir liberar e outros. Tudo que for importante durante o ano letivo deve estar anotado e à vista, para que a data não passe despercebida.

  1. Além de prestar atenção às aulas, dedique algumas horas de estudo em casa

É importante que o aluno chegue a sua casa e revise toda a matéria dada em sala de aula naquele dia. A memória ainda está fresca e a chance de entender melhor e fixar o conteúdo são maiores.  No dia seguinte, caso exista alguma dúvida, poderá tirar com o professor em sala. É essencial que o estudante não deixe a matéria acumular, porque ele não vai conseguir colocar tudo em dia na véspera das avaliações.

  1. Dedique mais tempo para as matérias nas quais tem mais dificuldade

Todo mundo sabe que é mais fácil e melhor estudar e ler aquilo que dá mais prazer, porém é necessário que o aluno tenha disciplina para separar algumas horas dentro do tempo de estudo para dar atenção ao que tem mais dificuldade. Cada um tem o seu tempo para absorver o conteúdo, e, se deixá-lo acumular só porque não gosta ou acha complicado, é muito pior.

  1. Faça resumos e resolva as provas de vestibular, PAS e ENEM de anos anteriores

Pode parecer uma dica batida, mas é preciso reforçar que toda anotação feita em sala de aula pode ajudar na hora do estudo e que refazer as provas de anos anteriores ajudam a revisar conteúdos, entender o estilo da avaliação e ainda controlar o tempo de prova.

  1. Leia notícias diariamente

Atualmente, o acesso à informação está mais fácil. Procure criar o hábito da leitura. Além de enriquecer o vocabulário, ajuda o aluno a criar argumentos e a ter censo crítico para elaborar um texto.

  1. Tenha um tempo para descansar

Procure fazer intervalos após um período longo de estudo para lanchar e descansar.  A mente precisa de descanso para assimilar tudo o que foi estudado. E, nos finais de semana, tire um tempo para passar com a família ou com os amigos, mas, caso queira ou precise estudar, não utilize a mesma carga horária da semana.

Dicas para facilitar o retorno à rotina escolar

Até a primeira quinzena de fevereiro, escolas públicas e particulares do DF retomam o ano letivo. Pais e alunos, após cerca de dois meses de férias, terão que se readequar à rotina escolar. De acordo com a educadora Lucia Andrade, diretora do Colégio Logosófico de Brasília, é importante que crianças e adolescentes passem por um período de readaptação, para que voltem motivados a nova etapa escolar.

Na reta final do recesso, a última semana antes do retorno escolar, é crucial. A família deve conversar sobre o novo ciclo, e retomar a rotina. É importante que os pais estimulem os filhos, mostrando pontos positivos do retorno como, por exemplo, rever os colegas de classe, conhecer novos amigos e professores, incentivar as novas descobertas no caso de uma nova escola. A educadora Lucia destaca algumas dicas para facilitar o retorno à rotina escolar.

Confira algumas dicas:

  • Volte a fazer as refeições nos horários habituais. Durante as férias, é normal que algumas refeições sejam puladas, ou feitas fora do horário. Retome a rotina alimentar.

  • Combine horários para dormir e para acordar. É importante que as crianças tenham uma boa noite de sono, para que o rendimento escolar não caia.

  • Uma semana antes da volta às aulas, organize o material escolar e prepare o uniforme. É o momento para começar a se familiarizar com o que será utilizado ao longo do ano. É interessante que os pais permitam que os filhos os ajudem a arrumar a mochila.

  • Se o seu filho costuma ir e voltar para a escola sozinho, o oriente a andar sempre em grupo, e não andar sozinho em locais sem movimento.

  • Para crianças entre 2 e 3 anos, é recomendado que os pais cheguem à escola com a criança no chão, não no colo, isso facilitará a despedida e o acolhimento da professora.

  • Deixe claro a importância da escola na vida da garotada para que todos se sintam mais confiantes e determinados.

  • Mostre que estudar pode ser prazeroso e divertido, para que eles tenham vontade de ir às aulas.

 

Manutenção de sistema de ar condicionado agora é obrigatória

O governo federal sancionou, muito recentemente, uma lei que obriga edifícios de uso público e coletivo a manterem um plano de manutenção de seus sistemas de ar condicionado. A preocupação é com a saúde das pessoas, razão pela qual, a partir de agora, deverão ser seguidos normas e parâmetros de qualidade regulamentados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e ABNT (Agência Brasileira de Normas Técnicas), uma medida com a qual concorda o professor Alberto Hernandez Neto, da Escola Politécnica da USP. Especialista em Climatização e Refrigeração, com ênfase em Eficiência Energética, ele acredita que a lei recém-aprovada “vai reforçar a necessidade de ter um plano de manutenção nos prédios”.

Ele diz ainda que a atual legislação apenas reforça normas que já existiam em relação aos planos de manutenção e controle dos sistemas de ar condicionado. “Um prédio bem mantido, bem controlado”, argumenta, “vai oferecer condições de conforto térmico, qualidade do ar e níveis de ruído que vão ser adequados para os ocupantes desses prédios”. Outro aspecto importante é o de que vai evitar problemas na qualidade do ar, uma vez que a manutenção inadequada pode até mesmo provocar doenças respiratórias nos usuários do sistema, acabando por criar o que se convencionou chamar de síndrome do edifício doente. A legislação, contudo, não será suficiente, se não houver uma fiscalização eficiente, o que, segundo o especialista, ainda não ocorre no Brasil. É preciso fiscalização para que os prédios cumpram a nova legislação.  Com informações da Agência USP.

Projeto USP-Escola busca requalificar professores do ensino básico

Foto: Marcos Santos / USP Imagens

Criar kits experimentais para o ensino de ciências e física, desenvolver materiais didáticos e atualizar, gratuitamente, professores do ensino básico de escolas públicas e privadas no desafio de educar. Essas são algumas das propostas do Encontro USP-Escola, projeto organizado pelo Instituto de Física (IF) da USP, que já requalificou mais de 5 mil professores desde 2007. A última edição foi realizada entre os dias 15 e 19 de janeiro. Os professores participaram de cursos em diferentes espaços da Universidade, como o Museu de Zoologia e o Museu de Arte Contemporânea. Diversos temas foram abordados durante o encontro, desde as teorias de Newton a Direitos Humanos, com a inclusão de minorias nas estratégias no ensino, como a história das mulheres, a questão de gênero e a resistência indígena. O projeto também promoveu palestras e cursos sobre metodologias mais interativas de aula com experimentos de Física e o uso de jogos em aulas de trigonometria do ensino médio. Tudo realizado por professores de diferentes áreas de ensino da USP.

Nos cursos do USP-Escola, são passadas metodologias de ensino para que os alunos possam aprender de forma mais eficiente, melhorando assim o ensino público. A professora do IF e coordenadora do projeto, Vera Henriques, destaca que é muito importante a participação do aluno na sala de aula. “Estudos de neurociências e psicologia indicam que, se o aluno está passivo, ele aprende muito pouco, então são importantes essas metodologias que o projeto repassa ao professor do ensino básico, para que estimule o aluno a pensar, a agir e a fazer, e temos muito isso nos nossos cursos”, afirma professora. Para conferir as próximas datas dos cursos do USP-Escola, é preciso acompanhar o site do projeto.

 

Volta às aulas: dicas de segurança para pais e filhos

A segurança é fundamental na hora do retorno às escolas. Para evitar os sustos, os especialistas da Gocil Segurança e Serviços enviaram para o blog Edson Machado dicas para prevenção de assaltos e outras ações durante este período.

  • Informe-se sobre o plano de segurança da escola, se conta com vigilantes ou monitores no ambiente e nos arredores;

  • Saiba os horários de entrada e saída dos alunos e aproveite para chegar mais cedo e evitar as aglomerações;

  • Toda criança deve saber o nome dos pais, endereço e telefone para contato, mas oriente seu filho a não distribuir a informação a estranhos;

  • Deixe a escola ciente sobre quem tem autorização para buscar a criança;

  • Durante o trajeto para a escola, esteja atento aos arredores, pois os criminosos se aproveitam da algazarra das crianças para furtar bolsas, celulares, relógios e outros pertences;

  • Se ele volta sozinho, oriente seu filho a andar em grupos e para que nunca aceite caronas de estranhos;

  • Oriente as crianças a utilizarem com discrição os celulares, tablets e demais equipamentos eletrônicos. As crianças são vítimas potenciais dos bandidos, principalmente por não oferecerem maior resistência;

  • No carro, siga as recomendações de uso para cadeirinha e assento elevatório para cada faixa etária;

  • A pé, ande segurando a mão da criança e sempre a acompanhe ao atravessar as ruas.

Enem 2017: professora faz análise do resultado da Redação

Em meio a quase 5 milhões de candidatos, apenas 53 estudantes conseguiram tirar nota máxima na redação do Enem 2017, que teve como tema “Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil”. Das 4.725.330 redações corrigidas, 309.157 tiveram nota zero. O blog Edson Machado conversou com Amanda Lima, professora de Redação do Colégio Galois.

Nota do Enem 2017 é divulgada

Como a senhora avalia o resultado?

O gráfico acima disponibilizado pelo INEP nos mostra algumas informações acerca do decaimento das notas mil nas redações ao longo dos anos (2014-2017). Um indicativo, que pode ser considerado, é de que os corretores, cada vez mais, se especializam. Além disso, a temática também pode ter sido a responsável pela diminuição da quantidade de redações nota mil. Não só por surpreender pela especificidade, mas também por trabalhar informações relevantes para o Brasil, para a área educacional, pois vários candidatos se questionaram, por exemplo, se surdez e deficiência auditiva eram a mesma coisa, ou utilizaram essas informações como sinônimas por desconhecimento. A Constituição Federal, inclusive texto motivador da prova, garante direitos aos surdos, então, por que não temos intérpretes de Libras (Língua Brasileira de Sinais) em todas as escolas, estabelecimentos públicos, universidades, faculdades, escolas? Questionamentos como esses seriam interessantes para demonstrar a fragilidade do sistema educacional brasileiro que, apesar de universal, essa máxima restringe-se à legislação e não abarcaria os surdos, por exemplo, na nossa realidade. Alguns candidatos também confundiram termos da deficiência visual, como o termo braile e trouxeram-no para a realidade dos surdos o que também ajuda a enfraquecer a cadeia argumentativa de quem a utiliza, já que, novamente, o desconhecimento do assunto ajuda a criar estratégias falaciosas e inexistentes.

Este ano, destacou-se o aumento de redações que fugiram ao tema. O que fazer para evitar erros comuns como este?

Linguisticamente falando, a escrita faz parte de um processo que envolve uma série de elementos, como questões discursivas e sociais, os quais têm como produto o texto, a redação. Escrever é um processo e acredito que essa perspectiva oracular da redação acaba deixando lacunas sérias quando o tema que cai é algo que não tenha sido trabalhado previamente. Os 5,01% de fuga ao tema dos 6,5% do total de redações que receberam nota zero foi o motivo mais relevante dentre os citados para a nota do Enem 2017, em seguida: prova em branco (0,80%), texto insuficiente (0,33%), parte desconectada (0,17%), não atendimento ao tipo textual (0,11%), cópia do texto motivador (0,09%), outros motivos (0,03%) foram os dados divulgados pelo Inep. Esse erro da fuga ao tema, por ainda ser bastante comum, é reflexo da falta de leitura dos textos motivadores e sobretudo da interpretação. O Brasil é um país que lê e escreve pouco. A leitura dos textos motivadores ajuda na construção de um direcionamento que o candidato precisa ter diante do tema escolhido pela banca. Talvez, a melhor escolha seja essa para entender o que a prova solicita como posicionamento a ser defendido. Outra questão importante é entender que escrever requer uma reflexão, uma construção, um processo e não algo que seja produzido mecanicamente.

Como o estudante pode melhorar seu estudo e fazer uma boa redação?

Infelizmente, os preparatórios e as escolas têm optado, muitas vezes, por escrever muito, mas nem sempre isso consegue sinalizar o que o candidato precisa para a construção de uma escrita reflexiva e que alcance notas altas. Quantidade não é sinônimo de qualidade. É preciso rever o formato das aulas de redação para que elas sejam mais eficazes. É importante introduzir leitura aliada ao trabalho de escrita/alfabetização comprometido, desde a primeira infância, com a construção de alunos que sejam leitores e escritores. Algo importante para alunos que escreverão futuras redações do Enem é aprimorar a escrita, por meio de temas antigos, procurar provas que trabalhem vários gêneros textuais, como os exames da Unicamp. Isso ajuda o candidato a escrever em qualquer hipótese e não acerca de um tema previamente estudado, até porque a escrita é assim como elucidou Heráclito: “Ninguém entra em um mesmo rio uma segunda vez, pois quando isso acontece já não se é o mesmo, assim como as águas que já serão outras”. A escrita, mesmo de um tema que seja feito anteriormente, não é a mesma, pois o indivíduo já se modificou ao longo dos dias, dos meses depois de ter treinado. Escrever é um ato que implica mais em autenticidade e criatividade do que em mecanicidade.

Prêmio internacional recebe inscrições de projetos inovadores

Até o dia 30 de janeiro, projetos inovadores que se propõem a solucionar desafios globais na área de educação e transformar suas comunidades podem buscar o reconhecimento do WISE Awards 2018, promovido pela Fundação Qatar. A premiação reconhece todos os anos seis iniciativas criativas e eficientes, que recebem o valor de US$ 20 mil, e tem o objetivo de criar uma rede de agentes de transformação para inspirar inovações na educação mundial. Para concorrer, é preciso realizar a inscrição em inglês e relatar como funciona o projeto e o alcance das atividades desenvolvidas. Podem preencher o formulário representantes das iniciativas ou pessoas externas a elas que queiram indicar projetos para o prêmio. O WISE Awards se propõe a reconhecer soluções de qualquer lugar do mundo e de qualquer setor ou nível educacional.

Entre as características e requisitos que a Fundação Qatar está buscando nos projetos estão registros que comprovem o sucesso da iniciativa, sustentabilidade financeira, clareza nos objetivos e próximos passos, potencial de ser escalado e replicado em outros contextos e regiões do mundo, além do entendimento por parte dos integrantes das iniciativas sobre a natureza de sua inovação, seus diferenciais e o impacto que provoca para seus beneficiários. Após o encerramento das inscrições, um grupo de especialistas em educação vai avaliar todos os projetos e indicar 15 finalistas. Um outro júri, formado por lideranças da educação mundial, vai escolher os seis ganhadores, que serão conhecidos em setembro.

Desde 2009, quando o WISE Awards foi criado, já foram premiados 54 projetos com objetivos diferentes, como garantir qualidade na educação, oportunidades de aprendizado ao longo da vida ou acesso a educação em locais em crise. Dois representantes brasileiros foram reconhecidos desde a primeira edição: o projeto de educação a distância na Floresta Amazônica, uma iniciativa da Secretaria de Educação do Amazonas, em 2009, e a startup Geekie, com o projeto “Aprendizagem para todos”, que inclui três plataformas de ensino personalizado: o Geekie Lab, o Geekie Teste e o Geekie Games. Para se inscrever ou obter mais informações, clique aqui.

Fonte: Porvir.org

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